Dengue Grupo C: Sinais de Alarme, Diagnóstico e Manejo Essencial

ENARE/ENAMED — Prova 2026

Enunciado

Homem de 34 anos se dirige à Unidade Básica de Saúde (UBS) com febre (38,5 °C), dores de moderada intensidade e manchas no corpo há 3 dias. No dia da consulta, iniciou com dores abdominais e vômitos incontroláveis. Exame físico: prostrado, mucosas coradas, extremidades bem perfundidas. Pressão arterial de 120 x 80 mmHg; frequência respiratória de 16 irpm; frequência cardíaca de 80 bpm. Leve dor à palpação abdominal, sem outras alterações. Qual a hipótese diagnóstica e o manejo, respectivamente?

Alternativas

  1. A) Dengue grupo B. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; realizar acompanhamento domiciliar após exames.
  2. B) Dengue grupo C. Prescrever hidratação oral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e anticorpo IgM; realizar acompanhamento ambulatorial após exames.
  3. C) Dengue grupo C. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas e antígeno NS1; manter em leito de observação até estabilização.
  4. D) Dengue grupo B. Prescrever hidratação parenteral, analgésico e antiemético; solicitar hemograma, plaquetas, antígeno NS1 e anticorpo IgM; manter em leito de observação até estabilização.

Pérola Clínica

Dengue com sinais de alarme (vômitos incontroláveis, dor abdominal) → Grupo C = Internação, hidratação EV, exames.

Resumo-Chave

A dengue é classificada em grupos de risco (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme ou choque; pacientes com sinais de alarme como dor abdominal intensa e vômitos incontroláveis são classificados como Grupo C, necessitando de internação para hidratação parenteral e monitoramento.

Contexto Educacional

A classificação de risco da dengue é fundamental para guiar o manejo e prevenir a progressão para formas graves. Pacientes são classificados em grupos A, B, C e D. O Grupo C é caracterizado pela presença de sinais de alarme, que indicam maior risco de evolução para choque e outras complicações. Sinais como dor abdominal intensa e vômitos incontroláveis, presentes no caso, são indicativos de Grupo C. O manejo da dengue Grupo C exige internação hospitalar para monitoramento rigoroso e início de hidratação parenteral, que é crucial para prevenir a desidratação e o choque. Além disso, exames laboratoriais como hemograma e plaquetas são essenciais para acompanhar a evolução da doença, e a pesquisa de antígeno NS1 é importante para o diagnóstico etiológico nos primeiros dias de sintomas. A alternativa C reflete corretamente essa abordagem, priorizando a estabilização do paciente em ambiente hospitalar.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue?

Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, sangramentos e aumento progressivo do hematócrito.

Qual a conduta inicial para um paciente com dengue Grupo C?

Para pacientes com dengue Grupo C, a conduta inicial é a internação hospitalar, início imediato de hidratação parenteral, controle de sintomas com analgésicos e antieméticos, e solicitação de exames como hemograma e plaquetas.

Qual o papel do antígeno NS1 no diagnóstico da dengue?

O antígeno NS1 é útil para o diagnóstico precoce da dengue, sendo detectável nos primeiros dias da doença (geralmente até o 5º dia de sintomas), antes do surgimento dos anticorpos IgM.

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