AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Criança de 5 anos, residente em área com alta prevalência de dengue, consulta por febre, náuseas, vômitos, dor abdominal, cefaleia e mialgias. Apresenta prova do laço positivo e o exame físico revela abdome doloroso à palpação e fígado palpável 4 cm abaixo do rebordo costal direito, sendo feita hipótese diagnóstica de dengue. Considerando a hipótese diagnóstica e as informações apresentadas, a conduta recomendada é o acompanhamento:
Criança com dengue + prova do laço positiva + dor abdominal + hepatomegalia → Sinais de alarme = Internação (Grupo C).
A presença de sinais de alarme na dengue, como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hepatomegalia (>2 cm), sangramentos (prova do laço positiva é um indicativo), e extravasamento plasmático, indica a necessidade de internação hospitalar para monitoramento rigoroso e hidratação venosa, classificando o paciente no Grupo C.
A dengue é uma doença febril aguda de etiologia viral, transmitida pelo mosquito *Aedes aegypti*, com alta prevalência em regiões tropicais e subtropicais. Em crianças, a apresentação clínica pode ser atípica e a progressão para formas graves, como a dengue grave (anteriormente febre hemorrágica da dengue e síndrome do choque da dengue), pode ser rápida. É uma doença de grande impacto na saúde pública, especialmente em áreas endêmicas. A fisiopatologia da dengue grave envolve o extravasamento plasmático, que leva à hemoconcentração, choque e disfunção orgânica. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com suporte laboratorial (sorologia, PCR, NS1). A suspeita deve ser alta em crianças com febre e sintomas inespecíficos em áreas endêmicas. A identificação precoce de sinais de alarme é crucial para evitar a progressão para formas graves. O tratamento da dengue é de suporte, com foco na hidratação. A classificação de risco (Grupos A, B, C, D) orienta a conduta. Pacientes com sinais de alarme (Grupo C), como os descritos na questão (dor abdominal, hepatomegalia, prova do laço positiva), necessitam de internação hospitalar para monitoramento rigoroso e hidratação venosa. O prognóstico é bom com manejo adequado, mas a negligência dos sinais de alarme pode levar a desfechos fatais.
Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos (como prova do laço positiva, petéquias), hepatomegalia (>2 cm), letargia/irritabilidade, e acúmulo de líquidos.
A prova do laço positiva indica fragilidade capilar e risco aumentado de sangramentos, sendo um critério para classificar a dengue como 'com sinais de alarme' (Grupo B ou C, dependendo do contexto clínico).
Uma criança com dengue deve ser internada se apresentar qualquer sinal de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, hepatomegalia, ou se for classificada nos Grupos C ou D da dengue.
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