SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021
Escolar, nove anos de idade, apresenta febre alta há cinco dias, cefaleia, dor retro-orbitária e letargia. Hoje, apresentou sangramento em mucosas. A conduta para esse paciente é:
Dengue com sangramento em mucosas e letargia → sinais de alarme/gravidade → hidratação venosa e internação.
A presença de sangramento em mucosas e letargia em um paciente com suspeita de dengue são sinais de alarme que indicam a necessidade de hidratação venosa imediata e internação hospitalar para monitoramento e manejo intensivo, prevenindo a progressão para choque.
A dengue é uma arbovirose de grande relevância em saúde pública, especialmente em países tropicais. Em crianças, a progressão para formas graves pode ser rápida e fatal. É fundamental que médicos e residentes estejam aptos a identificar precocemente os sinais de alarme, que indicam extravasamento plasmático e risco iminente de choque. Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia, irritabilidade e hepatomegalia. A presença de qualquer um desses sinais exige internação hospitalar e manejo intensivo com hidratação venosa, monitoramento hemodinâmico e laboratorial rigoroso. O manejo da dengue grave foca na reposição volêmica adequada para manter a perfusão tecidual e evitar o choque. A hidratação venosa com cristaloides é a pedra angular do tratamento. A dipirona pode ser usada para controle da febre e dor, mas anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devem ser evitados devido ao risco de sangramento. O reconhecimento rápido e a intervenção apropriada são cruciais para reduzir a morbimortalidade.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.
A conduta inicial é a internação hospitalar, início imediato de hidratação venosa com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) e monitoramento rigoroso dos sinais vitais e parâmetros laboratoriais.
Embora a trombocitopenia seja comum na dengue, a hemoconcentração (aumento do hematócrito) é um marcador mais sensível de extravasamento plasmático e risco de choque. A ausência de hemoconcentração não exclui gravidade, mas a presença dela, mesmo com trombocitopenia, é um sinal mais crítico.
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