Dengue Grave Pediátrica: Sinais de Alarme e Conduta

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2021

Enunciado

Escolar, nove anos de idade, apresenta febre alta há cinco dias, cefaleia, dor retro-orbitária e letargia. Hoje, apresentou sangramento em mucosas. A conduta para esse paciente é:

Alternativas

  1. A) Um achado laboratorial importante é a trombocitopenia sem hemoconcentração concomitante.
  2. B) A conduta nesse caso é hidratação oral, paracetamol e observação por 12 horas.
  3. C) A conduta nesse caso é hidratação venosa, dipirona e internação hospitalar.
  4. D) Observação por 12 horas, pois o choque somente ocorre entre o 2º e 5º dia de doença, sem ser precedido por sinais de alerta.
  5. E) caso em questão, o paciente deverá receber hidratação oral, dipirona e alta para casa com recomendações para retorno imediato se apresentar piora clínica.

Pérola Clínica

Dengue com sangramento em mucosas e letargia → sinais de alarme/gravidade → hidratação venosa e internação.

Resumo-Chave

A presença de sangramento em mucosas e letargia em um paciente com suspeita de dengue são sinais de alarme que indicam a necessidade de hidratação venosa imediata e internação hospitalar para monitoramento e manejo intensivo, prevenindo a progressão para choque.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande relevância em saúde pública, especialmente em países tropicais. Em crianças, a progressão para formas graves pode ser rápida e fatal. É fundamental que médicos e residentes estejam aptos a identificar precocemente os sinais de alarme, que indicam extravasamento plasmático e risco iminente de choque. Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia, irritabilidade e hepatomegalia. A presença de qualquer um desses sinais exige internação hospitalar e manejo intensivo com hidratação venosa, monitoramento hemodinâmico e laboratorial rigoroso. O manejo da dengue grave foca na reposição volêmica adequada para manter a perfusão tecidual e evitar o choque. A hidratação venosa com cristaloides é a pedra angular do tratamento. A dipirona pode ser usada para controle da febre e dor, mas anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) devem ser evitados devido ao risco de sangramento. O reconhecimento rápido e a intervenção apropriada são cruciais para reduzir a morbimortalidade.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue em crianças?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm e aumento progressivo do hematócrito.

Qual a conduta inicial para um paciente pediátrico com dengue e sinais de alarme?

A conduta inicial é a internação hospitalar, início imediato de hidratação venosa com cristaloides (soro fisiológico 0,9% ou Ringer Lactato) e monitoramento rigoroso dos sinais vitais e parâmetros laboratoriais.

Por que a trombocitopenia sem hemoconcentração não é um achado importante na dengue grave?

Embora a trombocitopenia seja comum na dengue, a hemoconcentração (aumento do hematócrito) é um marcador mais sensível de extravasamento plasmático e risco de choque. A ausência de hemoconcentração não exclui gravidade, mas a presença dela, mesmo com trombocitopenia, é um sinal mais crítico.

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