UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2020
Criança de 5 anos é levada ao pronto atendimento com história de febre há 4 dias, mialgia, prostração e cefaleia. Há 24 horas, evoluiu com exantema máculopapular com prurido e desaparecimento da febre. A mãe negava sangramentos, mas referia dor abdominal importante e vômitos incoercíveis também há 24h. Ao exame físico: regular estado geral, desidratada, afebril, eupneica e com hepatomegalia dolorosa a 3 cm do rebordo costal direito e dor abdominal à palpação superficial e profunda. Pressão Arterial (PA) dentro da normalidade para idade e boa perfusão periférica. Teste rápido para dengue foi positivo. Conforme o caso descrito, o paciente
Dengue: dor abdominal intensa + vômitos incoercíveis + hepatomegalia = Sinais de Alarme → Internação e hidratação IV.
A criança apresenta múltiplos sinais de alarme para dengue grave (dor abdominal intensa, vômitos incoercíveis, hepatomegalia, desidratação) e está na fase crítica (desaparecimento da febre). Isso indica necessidade de internação, hidratação venosa e monitorização rigorosa.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. Em crianças, a doença pode evoluir rapidamente para formas graves, tornando essencial o reconhecimento precoce dos sinais de alarme. A doença é dividida em três fases: febril, crítica e de recuperação. A fase crítica, que geralmente coincide com a defervescência (desaparecimento da febre), é o período de maior risco para o desenvolvimento de complicações graves, como o choque por extravasamento plasmático. Os sinais de alarme da dengue indicam um aumento do risco de progressão para dengue grave e incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia ou irritabilidade, hepatomegalia (>2 cm do RCD) e aumento progressivo do hematócrito. No caso descrito, a criança apresenta dor abdominal importante, vômitos incoercíveis e hepatomegalia dolorosa, além de desidratação e estar na fase afebril, configurando claramente um quadro de dengue com sinais de alarme. O manejo de pacientes com dengue e sinais de alarme exige internação hospitalar para monitorização intensiva e hidratação venosa. A hidratação oral é insuficiente e perigosa nesta fase. A administração de cristaloides intravenosos é fundamental para repor o volume intravascular e prevenir o choque. A monitorização dos sinais vitais, balanço hídrico, hematócrito e plaquetas é crucial para guiar a terapia e identificar precocemente a progressão para choque. A intervenção rápida e adequada pode prevenir desfechos desfavoráveis.
Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.
A fase afebril, ou fase crítica, é quando a febre cede, mas o risco de extravasamento plasmático e choque é maior, manifestando-se pelos sinais de alarme.
A conduta inicial é a internação hospitalar, início imediato de hidratação venosa com cristaloides, monitorização rigorosa dos sinais vitais e exames laboratoriais seriados.
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