Dengue Grave: Sinais de Alarme e Manejo Hospitalar

HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2025

Enunciado

Paciente masculino, 35 anos, previamente saudável, apresenta febre alta (39,5°C) há três dias, acompanhada de cefaleia intensa, mialgia, artralgia e exantema maculopapular. No terceiro dia de sintomas, desenvolve dor abdominal intensa, vômitos persistentes e tontura ao levantar-se. Ao exame físico, observa-se hipotensão postural, extremidades frias e tempo de enchimento capilar prolongado. Exames laboratoriais revelam hematócrito elevado, plaquetopenia significativa e leucopenia. A respeito do manejo do quadro de dengue em questão, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) Paciente se enquadra na classificação de risco grupo A e deve ser encaminhado para tratamento ambulatorial com hidratação oral intensiva e reavaliação em 24 horas.
  2. B) Paciente com classificação de risco grupo C, com indicação de internação hospitalar imediata para monitorização de parâmetros vitais e hemograma, além de reposição volêmica intravenosa.
  3. C) Indicado internamento em UTI e reposição de vitamina K pelo alto risco de complicações hemorrágicas
  4. D) Está indicada administração de antiinflamatórios não esteroidais para controle da dor e febre.
  5. E) Observação domiciliar com orientação para retorno em caso de piora dos sintomas.

Pérola Clínica

Dengue com sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, hipotensão postural, TPC prolongado) = Grupo C, internação e hidratação IV.

Resumo-Chave

O paciente apresenta múltiplos sinais de alarme para dengue (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, hipotensão postural, extremidades frias, TPC prolongado, hematócrito elevado, plaquetopenia significativa), indicando extravasamento plasmático e risco de choque. Isso o classifica no Grupo C, exigindo internação e hidratação venosa imediata.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com um espectro clínico que varia de formas assintomáticas a quadros graves com risco de morte. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial para um manejo adequado e para evitar a progressão para as formas mais severas da doença, como o choque por dengue. Os pacientes com sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, hipotensão postural, extremidades frias, tempo de enchimento capilar prolongado, e alterações laboratoriais como hematócrito elevado e plaquetopenia significativa, são classificados no Grupo C. Esses sinais indicam extravasamento plasmático e iminência de choque. O manejo do Grupo C exige internação hospitalar imediata, monitorização contínua de sinais vitais, diurese e hemograma, além de reposição volêmica intravenosa agressiva com cristaloides. A administração de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) é contraindicada devido ao risco de sangramento. O prognóstico melhora significativamente com a intervenção precoce e adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue?

Os sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, hipotensão postural, sangramentos de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia > 2 cm, e aumento progressivo do hematócrito.

Como é feita a classificação de risco da dengue?

A classificação de risco da dengue é feita em grupos A, B, C e D, baseada na presença de sinais de alarme, condições de risco e evidências de choque ou sangramento grave, guiando a conduta e o local de tratamento.

Qual a conduta inicial para um paciente com dengue e sinais de alarme?

A conduta inicial é a internação hospitalar, monitorização rigorosa dos parâmetros vitais e hemograma, e início imediato de reposição volêmica intravenosa com cristaloides.

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