Dengue com Sinais de Alarme: Reconhecimento e Manejo

SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2024

Enunciado

Homem de 45 anos iniciou quadro de febre alta, cefaleia, dor retrorbitária, prostração e mialgia difusa, há 4 dias. Até 18 horas atrás, parecia estar começando a melhorar, entretanto, nas últimas 6 horas voltou a ter febre associada a petéquias difusas pelo corpo e epistaxe leve. Sinais vitais encontram-se normais. Neste contexto, qual a conduta mais adequada para o paciente?

Alternativas

  1. A) Prescrever soro de reidratação oral.
  2. B) Realizar expansão volêmica com cristaloide.
  3. C) Orientar conduta expectante e voltar à emergência se sinais de alarme.
  4. D) Solicitar exames laboratoriais, internar o paciente e iniciar hidratação venosa.

Pérola Clínica

Dengue: Piora clínica após melhora inicial + sinais hemorrágicos → Fase crítica, internar e hidratar IV.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sinais de alarme para dengue (piora clínica após defervescência, petéquias, epistaxe), indicando a fase crítica da doença. Mesmo com sinais vitais normais, a presença desses achados exige internação, exames laboratoriais para monitoramento e hidratação venosa para prevenir choque e complicações graves.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais. A doença pode evoluir para formas graves, e o reconhecimento precoce dos sinais de alarme é fundamental para um desfecho favorável. A fase crítica da dengue geralmente ocorre entre o 3º e o 7º dia de doença, coincidindo com a queda da febre, e é caracterizada por extravasamento plasmático e risco de choque. O diagnóstico da dengue é clínico-epidemiológico, e a classificação da gravidade orienta a conduta. Pacientes com sinais de alarme, como sangramentos espontâneos (petéquias, epistaxe), dor abdominal intensa, vômitos persistentes, ou acúmulo de líquidos, devem ser internados e monitorados de perto. A fisiopatologia envolve a resposta imune do hospedeiro ao vírus, levando à disfunção endotelial e aumento da permeabilidade vascular. O tratamento da dengue com sinais de alarme é de suporte, com ênfase na hidratação venosa rigorosa, monitoramento hemodinâmico e de exames laboratoriais (hematócrito, plaquetas). A intervenção precoce com fluidoterapia adequada pode prevenir o choque e reduzir a mortalidade. É essencial que residentes e estudantes de medicina estejam aptos a identificar e manejar esses casos prontamente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de alarme da dengue?

Os principais sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramentos de mucosas (epistaxe, gengivorragia), letargia/irritabilidade e hepatomegalia dolorosa.

Por que a hidratação venosa é crucial na dengue com sinais de alarme?

A hidratação venosa é crucial porque na fase crítica da dengue ocorre extravasamento plasmático, levando à hemoconcentração e risco de choque hipovolêmico. A reposição volêmica adequada previne a progressão para choque e suas complicações.

Quando a melhora inicial da febre na dengue pode ser um sinal de perigo?

A melhora inicial da febre (defervescência) pode ser um sinal de perigo, pois coincide com o início da fase crítica da doença, quando o extravasamento plasmático e as complicações hemorrágicas são mais prováveis. É o período de maior atenção para o surgimento dos sinais de alarme.

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