Dengue com Sinais de Alarme: Quando a Prova do Laço é Dispensável

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022

Enunciado

Considere que durante o verão, um homem de 35 anos de idade é atendido em Centro de Saúde de Vila Velha, com relato de febre alta termometrada (TAX = 39 ºC) há cerca de três dias, cefaleia, mialgia e dor retro-orbitária. Hoje observou petéquias. Ao exame está alerta, bem orientado no tempo e espaço, acianótico. A Tax 38,7 ºC, FC = 110bpm e a PA = 130 x 70 mmHg sentado e 120 x 70 mmHg em pé.Aperfusão capilar está preservada e os pulsos periféricos, amplos. A ausculta respiratória é normal e a FR = 20 irpm. A prova do laço na abordagem desse paciente é

Alternativas

  1. A) dispensável, uma vez que o paciente apresenta sangramento espontâneo.
  2. B) dispensável, uma vez que, na vigência de epidemia, bastam os sintomas para a confirmação de dengue.
  3. C) essencial para a confirmação do diagnóstico de dengue.
  4. D) essencial para caracterização de febre hemorrágica da dengue.

Pérola Clínica

Dengue com sangramento espontâneo (petéquias) → já é sinal de alarme → prova do laço é dispensável.

Resumo-Chave

A prova do laço é um teste de triagem para avaliar fragilidade capilar e risco de sangramento, sendo útil em pacientes com suspeita de dengue sem sangramento espontâneo. No entanto, o paciente já apresenta petéquias, que são um tipo de sangramento espontâneo e um sinal de alarme para dengue grave. Nesses casos, a prova do laço torna-se dispensável, pois o sangramento já está evidente.

Contexto Educacional

A dengue é uma doença febril aguda causada por um arbovírus, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, com alta incidência em regiões tropicais e subtropicais, especialmente durante o verão. Sua importância clínica reside na capacidade de evoluir para formas graves, como a dengue com sinais de alarme e a dengue grave, que podem levar a choque e óbito. A fisiopatologia da dengue envolve a replicação viral e a resposta imune do hospedeiro, que pode levar ao aumento da permeabilidade vascular e disfunção plaquetária. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, com confirmação laboratorial. A suspeita deve ser alta em pacientes com febre aguda, mialgia, cefaleia e dor retro-orbitária em áreas endêmicas. O manejo da dengue é baseado na classificação de risco. Pacientes com sinais de alarme, como sangramento espontâneo (petéquias), devem ser monitorizados de perto e receber hidratação venosa. A prova do laço é uma ferramenta de triagem útil em pacientes sem sangramento espontâneo, mas torna-se dispensável quando o sangramento já é evidente, pois este já configura um sinal de alarme por si só. O prognóstico depende do reconhecimento precoce dos sinais de alarme e da intervenção adequada.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme da dengue que indicam maior gravidade?

Os sinais de alarme da dengue incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito.

Quando a prova do laço é indicada na avaliação da dengue?

A prova do laço é indicada como um teste de triagem para avaliar a fragilidade capilar em pacientes com suspeita de dengue que não apresentam sangramento espontâneo. Um resultado positivo (≥ 20 petéquias/polegada quadrada em adultos) aumenta a suspeita de dengue.

Qual a importância das petéquias no contexto da dengue?

As petéquias são um tipo de sangramento espontâneo e representam um sinal de alarme na dengue. Sua presença indica maior risco de sangramentos mais graves e a necessidade de monitorização rigorosa e manejo adequado para prevenir a progressão para dengue grave.

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