Dengue Grupo C: Conduta e Reposição Volêmica Pediátrica

SUS-SP - Sistema Único de Saúde de São Paulo — Prova 2025

Enunciado

Menino, 4 anos de idade, previamente hígido, deu entrada no pronto atendimento com quadro de febre de início súbito há dois dias, associado à cefaleia intensa, mialgia, evoluindo com exantema maculopapular difuso e pruriginoso e vômitos persistentes. Exame físico: peso 15 kg, desidratado, FC: 120 bpm, normotenso, sem sinais meníngeos, abdome doloroso à palpação e sem visceromegalias, FR 25 irpm, tempo de enchimento capilar de 2s, extremidades quentes, mucosas sem alterações. A família estava viajando há sete dias em área com surto de dengue. Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa que apresenta a conduta necessária:

Alternativas

  1. A) Deve‐se aguardar o resultado do NS1 para confirmação diagnóstica e, assim, iniciar‐se o tratamento específico.
  2. B) Trata‐se de um paciente classificado como grupo B, e, portanto, deve‐se iniciar hidratação oral monitorizada.
  3. C) Deve‐se transferir o paciente para serviço especializado para a realização de reposição volêmica de 20 mL/kg de soro fisiológico e coleta de exames.
  4. D) Deve‐se iniciar reposição volêmica imediata com 10 mL/kg de soro fisiológico a 0,9% na primeira hora e coletar hemograma, transaminases e albumina. E) Deve‐se iniciar reposição volêmica imediata com 20 ml/kg de soro fisiológico a 0,9% em 20 minutos e considerar noradrenalina.

Pérola Clínica

Dengue + Dor abdominal/Vômitos = Grupo C → Hidratação IV imediata (10ml/kg na 1ª hora).

Resumo-Chave

Pacientes pediátricos com dengue e sinais de alarme (como dor abdominal e vômitos persistentes) são classificados como Grupo C e requerem hidratação venosa imediata e monitoramento laboratorial.

Contexto Educacional

A dengue em crianças pode ter uma progressão rápida para formas graves. A identificação precoce dos sinais de alarme é crucial, pois eles precedem o choque. Dor abdominal e vômitos persistentes indicam extravasamento plasmático para o terceiro espaço. De acordo com o Ministério da Saúde, o Grupo C exige internação e início imediato de reposição volêmica intravenosa. O objetivo é manter a perfusão tecidual e evitar a progressão para o choque (Grupo D). O monitoramento do hematócrito é o principal parâmetro laboratorial para guiar a intensidade da hidratação.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais de alarme na dengue pediátrica?

Os principais sinais incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), hipotensão postural, hepatomegalia dolorosa e aumento repentino do hematócrito.

Como é feita a hidratação no Grupo C da dengue?

Inicia-se com 10 ml/kg de soro fisiológico 0,9% na primeira hora. A reavaliação deve ser constante, e exames como hemograma, transaminases e albumina devem ser coletados imediatamente.

Qual a diferença entre Grupo C e Grupo D na dengue?

O Grupo C apresenta sinais de alarme sem choque, enquanto o Grupo D apresenta sinais de choque (hipotensão, pulso fino, extremidades frias), exigindo expansão mais rápida (20 ml/kg em 20 min).

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