UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2023
Nas últimas duas décadas, a dengue reapareceu como uma doença infecciosa importante em diversos estados do país. Com a introdução do sorotipo DEN 3, houve aumento de incidência de quadros hemorrágicos e incremento da mortalidade causada pela doença. Sobre a dengue, podemos afirmar que
Dengue: sinais iniciais são inespecíficos, semelhantes em formas benignas e graves, exigindo vigilância contínua.
A dengue é uma doença com um espectro clínico variado, mas seus sintomas iniciais são frequentemente inespecíficos e semelhantes tanto nas formas leves quanto nas formas que evoluem para gravidade. Isso ressalta a importância da vigilância para sinais de alarme e da reavaliação constante do paciente, especialmente na fase de defervescência.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, especialmente em regiões tropicais e subtropicais. Causada por quatro sorotipos virais (DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4), sua apresentação clínica é altamente variável, desde formas assintomáticas até quadros graves com risco de morte. A introdução de novos sorotipos ou a circulação simultânea de múltiplos sorotipos pode aumentar a incidência de formas graves. O período de incubação da dengue varia de 3 a 14 dias, sendo mais comum entre 5 e 7 dias. A fase febril inicial é caracterizada por febre alta súbita e sintomas inespecíficos como cefaleia, mialgia, artralgia e prostração. É crucial notar que os sinais e sintomas iniciais são frequentemente semelhantes tanto nas formas benignas quanto nas que evoluem para a dengue grave, o que torna o diagnóstico precoce da gravidade um desafio. A fase crítica da doença geralmente ocorre após a defervescência (queda da febre), entre o 3º e o 7º dia, quando podem surgir os sinais de alarme e as manifestações graves, como extravasamento plasmático, sangramentos e disfunção orgânica. A monitorização cuidadosa dos sinais de alarme, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e queda abrupta das plaquetas, é essencial para a identificação precoce e manejo adequado, que inclui hidratação venosa e suporte.
Os sintomas iniciais incluem febre alta de início súbito, cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração e, por vezes, exantema. Podem ser inespecíficos e confundir com outras viroses.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.
Os anticorpos IgM anti-dengue geralmente se tornam detectáveis a partir do 5º dia de doença, atingindo picos por volta da segunda semana e permanecendo por alguns meses. Não é útil nos primeiros dias de febre para o manejo inicial.
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