Dengue Grupo B: Classificação de Risco em Pacientes com Comorbidades

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2024

Enunciado

Uma paciente de 57 anos de idade, com miocardiopatia chagásica, insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida em seguimento com cardiologia, procurou o prontosocorro queixando-se de febre, mialgia e dor retro-orbitária há três dias. Foi realizada sorologia para dengue com NS1 positivo. Ao exame físico, mostrou-se sem alterações de sinais vitais, com prova do laço negativa.Com base nesse caso clínico, é correto afirmar que se trata de um caso de dengue do grupo

Alternativas

  1. A) A.
  2. B) B.
  3. C) C.
  4. D) D.

Pérola Clínica

Paciente com dengue + comorbidade grave (miocardiopatia chagásica/IC) → Grupo B (risco de complicação).

Resumo-Chave

Pacientes com dengue que apresentam comorbidades de risco, como miocardiopatia chagásica e insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, são classificados no Grupo B, mesmo sem sinais de alarme. Essas condições aumentam o risco de complicações e descompensação durante a infecção por dengue, exigindo monitoramento mais rigoroso.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, e sua apresentação clínica varia desde formas assintomáticas até quadros graves com choque e hemorragias. A classificação de risco é uma ferramenta essencial para o manejo adequado dos pacientes, permitindo identificar aqueles com maior probabilidade de desenvolver complicações e direcionar a conduta terapêutica e o local de atendimento. A fisiopatologia da dengue envolve a replicação viral e a resposta imune do hospedeiro, que pode levar ao aumento da permeabilidade vascular e extravasamento plasmático, característico da fase crítica. O diagnóstico é clínico-epidemiológico e pode ser confirmado por testes como NS1 e sorologia. A classificação de risco, conforme os protocolos do Ministério da Saúde, divide os pacientes em grupos (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme, sangramentos e comorbidades. No caso apresentado, a paciente possui miocardiopatia chagásica e insuficiência cardíaca de fração de ejeção reduzida, que são comorbidades graves. Mesmo sem sinais de alarme ou prova do laço positiva, a presença dessas condições preexistentes já a classifica no Grupo B. Pacientes do Grupo B necessitam de observação e hidratação oral supervisionada, além de reavaliação diária, pois têm maior risco de descompensação e progressão para formas mais graves da doença. O manejo adequado e o reconhecimento precoce desses fatores de risco são cruciais para um bom prognóstico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um paciente com dengue no Grupo B?

O Grupo B inclui pacientes com dengue que apresentam condições de risco social ou comorbidades, como gestantes, idosos, crianças < 2 anos, obesos, diabéticos, hipertensos, cardiopatas (como miocardiopatia chagásica e IC), pneumopatas, entre outros, mesmo sem sinais de alarme.

Por que a miocardiopatia chagásica e a insuficiência cardíaca elevam o risco na dengue?

Essas comorbidades elevam o risco porque a infecção por dengue pode levar à descompensação cardiovascular, arritmias, miocardite e choque, sendo mais grave em corações já comprometidos, exigindo monitoramento intensivo.

Qual a importância da classificação de risco na dengue para a conduta médica?

A classificação de risco é fundamental para guiar a conduta, determinar o local de atendimento (ambulatorial, hospitalar), a frequência do monitoramento e a necessidade de hidratação e exames complementares, visando prevenir a progressão para formas graves da doença.

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