Dengue: Sinais de Choque e Classificação de Gravidade

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

A infecção pelo vírus da dengue causa uma doença de amplo espectro clínico, incluindo desde formas assintomáticas até formas graves da doença, podendo evoluir para óbito. O estadiamento de gravidade melhora a qualidade na condução clínica e é de vital importância para a tomada de decisões e implantação de medidas de maneira oportuna. Visto isso, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas

  1. A) Na dengue são sinais de choque a hepatomegalia dolorosa, hipotensão postural e/ou lipotimia e desconforto respiratório.
  2. B) Sinais de alarme para a possibilidade de evolução para as formas graves incluem a presença de dor abdominal intensa e contínua, hipotermia, vômitos persistentes e sangramento de mucosas.
  3. C) São classificados como grupo B pacientes com sangramento de pele espontâneo ou induzido (prova do laço positiva), ou condição clínica especial ou risco social ou comorbidades e sem sinal de alarme.
  4. D) É obrigatório solicitar hemograma completo para pacientes classificados como grupo B.

Pérola Clínica

Hepatomegalia dolorosa, hipotensão postural e desconforto respiratório NÃO são sinais de choque na dengue.

Resumo-Chave

A alternativa A está incorreta porque, embora a hepatomegalia dolorosa e o desconforto respiratório possam ser achados na dengue grave, a hipotensão postural e lipotimia são sinais de alarme, mas não necessariamente de choque. Sinais de choque incluem pulso rápido e fraco, extremidades frias, enchimento capilar lento, hipotensão arterial e oligúria.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública, com um espectro clínico que varia de formas assintomáticas a graves. O estadiamento da gravidade é fundamental para guiar a conduta clínica e prevenir desfechos desfavoráveis. A classificação da dengue é dividida em Dengue sem sinais de alarme, Dengue com sinais de alarme e Dengue grave, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde. Os sinais de alarme indicam a possibilidade de evolução para as formas graves e incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos, sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia >2 cm e aumento progressivo do hematócrito. Já os sinais de choque, que caracterizam a dengue grave, são manifestações de extravasamento plasmático significativo, como pulso rápido e fraco, extremidades frias e úmidas, enchimento capilar lento, hipotensão arterial e oligúria. É crucial diferenciar sinais de alarme de sinais de choque para uma intervenção oportuna. O manejo da dengue é estratificado por grupos (A, B, C, D) baseados na gravidade e presença de comorbidades. Pacientes do Grupo B, por exemplo, incluem aqueles com sangramento de pele (prova do laço positiva), condições clínicas especiais ou comorbidades, mas sem sinais de alarme. Para esses pacientes, o hemograma completo é obrigatório para monitorar a evolução do hematócrito e plaquetas. A identificação correta dos sinais e a classificação adequada são pilares para a redução da mortalidade por dengue.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de choque na dengue?

Os principais sinais de choque na dengue incluem pulso rápido e fraco, extremidades frias e úmidas, enchimento capilar lento (>2 segundos), hipotensão arterial (pressão de pulso <20 mmHg em crianças), oligúria e alteração do nível de consciência.

Quais são os sinais de alarme para a dengue grave?

Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hepatomegalia >2 cm e aumento progressivo do hematócrito.

Como é feita a classificação de risco dos pacientes com dengue?

A classificação de risco da dengue é feita em grupos A, B, C e D, baseada na presença de sinais de alarme, condições especiais (gestantes, idosos, comorbidades) e sinais de choque, orientando a conduta e o local de tratamento.

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