UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Menina de 1 ano e 3 meses e irmão de 4 anos estão com febre baixa (37,8 ºC a 38,0 ºC), que cede com dipirona, e sem apetite há dois dias. AP: crianças hígidas, sem internação prévia. AF: pai teve dengue há 15 dias. Teste rápido para dengue para ambas as crianças: positivo. Exame físico: prova do laço negativo em ambas, hidratadas, eupneicas, PA normal.A classificação e o tratamento da dengue, além do uso de dipirona ou paracetamol se houver febre e a não utilização de anti-inflamatórios, são:
Dengue em criança < 2 anos = Grupo B → TRO supervisionada + Ht + reavaliação 24h. Criança > 2 anos sem risco = Grupo A → TRO domiciliar + sinais de alerta.
A classificação da dengue é essencial para o manejo adequado, especialmente em crianças. Pacientes pediátricos menores de 2 anos são considerados grupo de risco (Grupo B), mesmo sem sinais de alarme, necessitando de acompanhamento mais rigoroso com verificação de hematócrito e reavaliação em 24 horas.
A dengue é uma doença febril aguda de grande impacto na saúde pública brasileira, especialmente em crianças, que podem apresentar quadros clínicos atípicos ou evoluir rapidamente para formas graves. A correta classificação e manejo são cruciais para reduzir a morbimortalidade, sendo um tema de alta relevância para residentes em pediatria e clínica médica. A classificação da dengue, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, divide os pacientes em grupos (A, B, C, D) com base na presença de sinais de alarme, condições de risco e gravidade. Crianças menores de 2 anos são automaticamente classificadas no Grupo B, mesmo sem sinais de alarme, devido à sua maior vulnerabilidade e dificuldade em expressar sintomas. O tratamento é baseado na hidratação, que pode ser oral (TRO) ou venosa, dependendo do grupo. A monitorização do hematócrito é vital para identificar hemoconcentração e guiar a reposição volêmica. A reavaliação periódica é indispensável, com atenção aos sinais de alerta, para detectar precocemente a progressão da doença e evitar complicações graves como o choque por dengue.
Uma criança é classificada no Grupo B se não apresentar sinais de alarme, mas tiver alguma condição de risco, como idade inferior a 2 anos, comorbidades (diabetes, cardiopatias) ou sangramento espontâneo.
O hematócrito é um indicador crucial de hemoconcentração, que sugere extravasamento plasmático e risco de choque. Sua monitorização seriada é fundamental para guiar a terapia de fluidos e identificar a progressão para formas mais graves da doença.
Crianças no Grupo A (sem risco e sem sinais de alarme) podem ser reavaliadas em 72 horas. Crianças no Grupo B (com risco, mas sem sinais de alarme) devem ser reavaliadas em 24 horas devido à maior vulnerabilidade.
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