Dengue: Estadiamento Clínico e Sinais de Alarme Essenciais

SES-PB - Secretaria de Estado de Saúde da Paraíba — Prova 2023

Enunciado

Italo, 26 anos, sexo masculino, procedente de João Pessoa chega a UBS Santa Clara com história de febre de início súbito há três dias, associado a cefaleia, artralgia e mialgia. Hoje pela manhã resolveu procurar a UBS por não suportar a dor de cabeça sic. Ao exame físico: REG, desidratado +/4+, T: 39°C, Fr18ipm, FC 100bpm, PA 120x80mmhg em duas posições. Abdome indolor e sem VCM e sem outras alterações no exame. Dr. Mauro achou que trata-se de dengue pela história clínica e epidemiologia da região. Qual seria o estadiamento deste paciente?

Alternativas

  1. A) A
  2. B) B
  3. C) C
  4. D) D
  5. E) Choque da dengue

Pérola Clínica

Dengue: febre súbita + cefaleia/artralgia/mialgia, sem sinais de alarme = Estadiamento A.

Resumo-Chave

O paciente apresenta sintomas clássicos de dengue (febre súbita, cefaleia, artralgia, mialgia) e desidratação leve, mas não possui nenhum dos sinais de alarme definidos (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, hepatomegalia, etc.). Portanto, ele se enquadra na classificação de Dengue (sem sinais de alarme), que corresponde ao Grupo A do estadiamento.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, com manifestações clínicas que variam de quadros leves e autolimitados a formas graves com risco de morte. O estadiamento correto da doença é crucial para guiar a conduta terapêutica e monitoramento, sendo um conhecimento essencial para todos os profissionais de saúde, especialmente em áreas endêmicas. A classificação da dengue baseia-se na presença ou ausência de sinais de alarme e na gravidade. Pacientes com febre e sintomas inespecíficos como cefaleia, mialgia e artralgia, sem sinais de alarme, são classificados como Dengue (Grupo A). A fisiopatologia envolve a replicação viral e a resposta imune do hospedeiro, que podem levar a aumento da permeabilidade vascular e disfunção orgânica nas formas graves. O manejo da dengue sem sinais de alarme (Grupo A) é ambulatorial, com hidratação oral abundante, repouso e sintomáticos. O prognóstico é geralmente bom, mas é fundamental orientar o paciente e a família sobre os sinais de alarme para que procurem atendimento médico imediato caso surjam. A vigilância epidemiológica e a educação em saúde são pilares para o controle da doença.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para classificar um caso de dengue como "sem sinais de alarme"?

Um caso de dengue é classificado como "sem sinais de alarme" quando o paciente apresenta febre e dois ou mais dos seguintes sintomas: náuseas/vômitos, exantema, mialgia/artralgia, cefaleia/dor retro-orbital, petéquias ou prova do laço positiva, e leucopenia, sem a presença de nenhum sinal de alarme.

Quais são os principais sinais de alarme na dengue que indicam um estadiamento mais grave?

Os principais sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade, hipotensão postural, hepatomegalia > 2 cm, e aumento progressivo do hematócrito com queda das plaquetas.

Como a desidratação se encaixa na classificação da dengue?

A desidratação é uma complicação comum da dengue e deve ser avaliada e tratada. Embora a desidratação leve a moderada não seja um sinal de alarme por si só, a desidratação grave ou a incapacidade de ingerir líquidos pode levar à hipovolemia e choque, que são características da dengue grave.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo