Dengue Clássico: Diagnóstico e Sinais Clínicos Essenciais

Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2021

Enunciado

Um paciente do sexo masculino com 25 anos de idade procura uma UPA apresentando há 3 dias quadro agudo de febre de 40 ºC associada a cefaleia, mialgia e prostração. O exame físico mostra petéquias localizadas esparsamente em membros superiores. O resultado da pesquisa sorológica para dengue mostra-se positiva.Nesse caso clínico, o diagnóstico é de

Alternativas

  1. A) caso suspeito de dengue.
  2. B) dengue clássico.
  3. C) febre hemorrágica da dengue.
  4. D) dengue na fase pré-choque.

Pérola Clínica

Dengue clássico = febre + 2 sintomas (cefaleia, mialgia, prostração) + petéquias + sorologia positiva, sem sinais de alarme.

Resumo-Chave

O diagnóstico de dengue clássico é feito pela presença de febre aguda, dois ou mais sintomas inespecíficos (cefaleia, mialgia, prostração) e evidência laboratorial de infecção por dengue, como a sorologia positiva. A presença de petéquias, sem outros sinais de alarme ou choque, ainda se enquadra no quadro clássico.

Contexto Educacional

A dengue é uma arbovirose de grande importância em saúde pública no Brasil, causada por um flavivírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas até quadros graves e fatais. O reconhecimento precoce e a classificação adequada são cruciais para o manejo e prognóstico dos pacientes. O diagnóstico de dengue clássico é estabelecido pela presença de febre aguda, geralmente alta, acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas: cefaleia, dor retro-orbital, mialgia, artralgia, prostração ou exantema. A presença de manifestações hemorrágicas leves, como petéquias, não exclui o diagnóstico de dengue clássico, desde que não haja sinais de extravasamento plasmático ou sangramento grave. A confirmação laboratorial, como a sorologia positiva para dengue, é fundamental para a conduta. O manejo do dengue clássico é predominantemente de suporte, com hidratação oral e sintomáticos para febre e dor. É vital monitorar o paciente para identificar precocemente sinais de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento de mucosas, letargia, hepatomegalia, hipotensão postural) que indicam progressão para formas mais graves da doença e necessitam de internação e hidratação venosa.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas do dengue clássico?

Os principais sintomas incluem febre alta, cefaleia, mialgia, prostração, dor retro-orbital e, ocasionalmente, petéquias ou exantema maculopapular. A sorologia positiva confirma o diagnóstico.

Qual a diferença entre dengue clássico e febre hemorrágica da dengue?

A febre hemorrágica da dengue (FHD) é uma forma mais grave, caracterizada por extravasamento plasmático (hemoconcentração, derrame pleural, ascite), sangramentos graves e choque, além dos sintomas do dengue clássico. Petéquias isoladas não configuram FHD.

Quando suspeitar de dengue em um paciente com febre?

Suspeitar de dengue em pacientes com febre aguda de início súbito, acompanhada de dois ou mais sintomas como cefaleia, mialgia, artralgia, dor retro-orbital, prostração ou exantema, especialmente em áreas endêmicas.

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