HGNI - Hospital Geral de Nova Iguaçu (Hospital da Posse) (RJ) — Prova 2015
Adolescente de 13 anos, apresentou há 1 mês quadro clínico de febre elevada, cefaleia retro-orbitária, dor nas costas, mialgia intensa, náuseas e vômitos. Nas primeiras 48 horas de doença, houve discreto exantema macular que empalidecia à pressão, este quadro durou cerca de 1 semana. Dois dias após a febre ter cessado, surgiu novo exantema generalizado, maculo-papular, poupando mãos e pés e que durou 4 dias. A recuperação do paciente foi completa e a primeira hipótese diagnóstica é:
Dengue: febre alta, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa, exantema bifásico (macular → maculo-papular).
O quadro clínico descrito, com febre elevada, cefaleia retro-orbitária, mialgia intensa ("febre quebra-ossos"), náuseas/vômitos e um exantema bifásico (macular inicial e maculo-papular generalizado poupando mãos e pés após a febre), é altamente sugestivo de dengue. É crucial reconhecer essa apresentação para o manejo adequado.
A dengue é uma arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, endêmica em diversas regiões do Brasil. A doença apresenta um espectro clínico variado, desde formas assintomáticas até quadros graves. A dengue clássica é caracterizada por febre alta de início súbito, cefaleia intensa (especialmente retro-orbitária), mialgia e artralgia severas, prostração, náuseas e vômitos. Uma característica marcante da dengue é a presença de exantema, que pode surgir em duas fases: um discreto exantema macular nas primeiras 48 horas e, mais comumente, um exantema maculo-papular generalizado que aparece após a queda da febre, poupando as palmas das mãos e as plantas dos pés. A recuperação é geralmente completa, mas é fundamental monitorar o paciente para identificar sinais de alarme que indicam a progressão para formas mais graves da doença, como dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos e hipotensão. O reconhecimento precoce do quadro clínico da dengue é essencial para o manejo adequado, que inclui hidratação oral ou intravenosa e monitoramento rigoroso. A diferenciação de outras doenças exantemáticas febris é importante, e a epidemiologia local, juntamente com a sequência e características dos sintomas, auxilia no diagnóstico. Residentes devem estar aptos a identificar a dengue para iniciar as medidas de suporte e prevenir complicações.
Os sintomas mais característicos da dengue clássica incluem febre alta de início súbito, cefaleia retro-orbitária, mialgia e artralgia intensas ("febre quebra-ossos"), prostração, náuseas, vômitos e exantema.
O exantema da dengue pode ser bifásico: um discreto exantema macular nas primeiras 48h e um exantema maculo-papular generalizado que surge após a febre cessar, poupando palmas e plantas. Sua presença, junto aos outros sintomas, reforça a suspeita diagnóstica.
Na fase inicial, a dengue pode ser confundida com outras arboviroses (Zika, Chikungunya), gripe, sarampo, rubéola e outras infecções virais que causam febre e mialgia. A epidemiologia e a sequência dos sintomas são cruciais para a diferenciação.
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