UFSCar - Hospital Universitário de São Carlos (SP) — Prova 2017
As Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle de Epidemias de Dengue têm por objetivo evitar a ocorrência de óbitos além de prevenir e controlar processos epidêmicos dessa doença. Para alcançar esses resultados é necessário promover a assistência adequada à pessoa, organizar as ações de prevenção e controle e fortalecer a articulação das diferentes áreas e serviços, visando à integralidade das ações. São atribuições da Atenção Primária na prevenção e controle da Dengue:
APS na Dengue: acolhimento, classificação de risco, hidratação precoce e detecção de sinais de alarme/choque.
A Atenção Primária tem papel central no manejo da dengue, realizando o acolhimento, a classificação de risco conforme fluxograma, a hidratação oral precoce e a vigilância ativa para sinais de alarme ou choque. Isso é crucial para evitar a progressão da doença e óbitos, garantindo o encaminhamento adequado quando necessário.
A dengue é uma arbovirose de grande impacto na saúde pública brasileira, com potencial para causar epidemias e óbitos. As Diretrizes Nacionais para a Prevenção e Controle da Dengue enfatizam a importância de uma abordagem integrada, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha um papel estratégico. A atuação da APS é crucial não apenas na prevenção (controle do vetor), mas também no manejo clínico dos casos suspeitos, visando evitar a progressão para formas graves da doença. As atribuições da APS incluem o acolhimento qualificado dos pacientes com suspeita de dengue, a classificação de risco conforme fluxogramas específicos, a oferta de hidratação oral precoce e a detecção oportuna de sinais de alarme ou choque. A sala de espera, por exemplo, deve ser um ambiente onde profissionais capacitados possam identificar rapidamente mudanças no estado do paciente e iniciar intervenções imediatas, como a hidratação, enquanto aguarda o atendimento médico. A notificação compulsória dos casos também é uma responsabilidade da APS, alimentando a vigilância epidemiológica. Para o residente, dominar o manejo da dengue na APS é fundamental. Isso envolve conhecer o fluxograma de classificação de risco, os sinais de alarme que indicam a necessidade de internação ou encaminhamento para serviços de maior complexidade, e a importância da hidratação adequada. A capacidade de gerenciar os casos de dengue de forma eficaz na atenção primária contribui significativamente para a redução da morbimortalidade e para a organização do sistema de saúde durante períodos epidêmicos.
A classificação de risco na APS é fundamental para identificar rapidamente os pacientes com maior probabilidade de desenvolver formas graves da doença, permitindo a tomada de decisão sobre o manejo (ambulatorial, internação) e o encaminhamento adequado.
Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, acúmulo de líquidos (ascite, derrame pleural), sangramento de mucosas, letargia/irritabilidade e hepatomegalia > 2 cm, indicando a necessidade de atenção hospitalar.
A hidratação precoce, preferencialmente oral, é vital para repor as perdas de fluidos e prevenir a hemoconcentração e o choque, sendo uma medida simples e eficaz que pode ser iniciada na própria unidade de atenção primária.
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