UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2019
A respeito da demora permitida como uma das ferramentas para a prática na atenção primária à saúde, é correto afirmar:
Na APS, a 'demora permitida' é segura quando há conhecimento do quadro e desfecho comum é remissão espontânea.
A 'demora permitida' na Atenção Primária à Saúde (APS) é uma estratégia válida para certas condições autolimitadas, onde a expectativa é de remissão espontânea dos sintomas. É segura quando o médico tem pleno conhecimento do quadro clínico e excluiu sinais de alerta.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de contato dos indivíduos, da família e da comunidade com o sistema nacional de saúde, trazendo o cuidado mais próximo das pessoas. Uma das ferramentas importantes na prática da APS é o conceito de 'demora permitida', que reflete a capacidade do médico de família de manejar a incerteza e o curso natural de muitas doenças. A 'demora permitida' não é inação, mas uma conduta ativa de observação e acompanhamento, baseada no conhecimento do curso natural de doenças autolimitadas. Ela se configura como a demora cujo desfecho mais comum é a remissão espontânea dos sintomas, sendo segura somente se houver pleno conhecimento prévio do quadro clínico pelo médico e exclusão de sinais de alerta. Essa abordagem é fundamental para evitar a medicalização excessiva, exames desnecessários e tratamentos potencialmente iatrogênicos para condições que se resolveriam sozinhas. Contudo, exige do profissional de saúde uma alta capacidade de julgamento clínico, comunicação eficaz com o paciente e a família, e a garantia de um acompanhamento adequado para reavaliar o quadro caso haja piora ou surgimento de novos sintomas.
A 'demora permitida' refere-se à estratégia de observar e aguardar a evolução natural de certas condições clínicas autolimitadas, sem intervenção imediata, com a expectativa de remissão espontânea dos sintomas.
É segura quando o médico possui conhecimento aprofundado do quadro clínico, excluiu sinais de alerta ou gravidade, e a condição é conhecida por ter um curso benigno e autolimitado, com alta probabilidade de remissão espontânea.
Os riscos incluem o atraso no diagnóstico e tratamento de condições graves que mimetizam doenças benignas, levando a piora do quadro, complicações e insatisfação do paciente. É crucial uma avaliação criteriosa e acompanhamento.
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