PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2020
Para diagnostico de demência vascular, são necessários:
Diagnóstico de demência vascular exige comprometimento cognitivo + sinais neurológicos focais ou evidência de doença cerebrovascular.
A demência vascular é caracterizada por comprometimento cognitivo associado a evidências de doença cerebrovascular, seja por sinais neurológicos focais no exame físico ou por achados de neuroimagem que comprovem lesões vasculares cerebrais. A relação temporal entre o evento vascular e o declínio cognitivo é importante.
A demência vascular (DV) é a segunda causa mais comum de demência, após a Doença de Alzheimer, e é causada por lesões cerebrovasculares que resultam em comprometimento cognitivo. Sua epidemiologia está intimamente ligada à prevalência de fatores de risco cardiovasculares. A importância clínica reside na sua potencial prevenção e no manejo diferenciado em relação a outras demências. A fisiopatologia da DV envolve uma série de mecanismos, incluindo infartos cerebrais (grandes ou lacunares), doença de pequenos vasos (leucoencefalopatia, micro-hemorragias) e hipoperfusão crônica. O diagnóstico requer a presença de um declínio cognitivo que afeta as atividades de vida diária, associado a evidências de doença cerebrovascular. Essas evidências podem ser sinais neurológicos focais no exame físico (como hemiparesia, disartria, reflexos patológicos) ou achados de neuroimagem (TC ou RM) que demonstrem lesões vasculares cerebrais. A relação temporal entre o evento vascular e o início ou piora do declínio cognitivo é um critério importante. O tratamento da DV foca no controle dos fatores de risco cardiovasculares (hipertensão, diabetes, dislipidemia, tabagismo) para prevenir novos eventos vasculares e a progressão do declínio cognitivo. Não há tratamento específico para reverter as lesões existentes, mas o manejo sintomático pode incluir inibidores da colinesterase ou memantina, embora com evidências menos robustas que na Doença de Alzheimer. O prognóstico varia dependendo da extensão e recorrência dos eventos vasculares, e a prevenção é a estratégia mais eficaz.
Os principais critérios incluem a presença de um declínio cognitivo significativo que interfere nas atividades diárias, evidência de doença cerebrovascular (clínica ou por neuroimagem) e uma relação temporal entre o evento vascular e o início ou piora do declínio cognitivo.
A neuroimagem, como a ressonância magnética (RM) ou tomografia computadorizada (TC) cerebral, é fundamental para identificar lesões cerebrovasculares, como infartos lacunares, infartos maiores, doença de pequenos vasos ou hemorragias, que sustentam o diagnóstico.
Os fatores de risco são os mesmos da doença cerebrovascular, incluindo hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, tabagismo, fibrilação atrial, obesidade e sedentarismo. O controle desses fatores é crucial para a prevenção.
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