Diagnóstico de Demência Vascular e Neuroimagem no Idoso

SES-DF - Secretaria de Estado de Saúde do Distrito Federal — Prova 2025

Enunciado

Uma paciente de 78 anos de idade, hipertensa diabética, apresenta declínio cognitivo progressivo há dois anos, com perda de memória recente e dificuldades em atividades cotidianas. Relata episódio prévio de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico com hemiparesia transitória. Ao exame físico apresenta PA = 150 mmHg X 90 mmHg. FC-84 bpm, FR-18 irpm e SatO2 = 96%. Realizou exame neurológico que mostrou discreta dificuldade motora em hemicorpo esquerdo. A respeito do citado caso clínico, qual exame complementar é o mais indicado para confirmação diagnóstica?

Alternativas

  1. A) Tomografia computadorizada de crânio.
  2. B) Ressonância magnética funcional.
  3. C) PET scan cerebral.
  4. D) Dosagem de beta-amiloide no liquor. Atenção: Caso clínico para responder às questões de 58 a 60. Uma paciente de 74 anos de idade foi trazida por sua filha ao ambulatório por alterações cognitivas progressivas há três anos. Refere dificuldades em lembrar eventos recentes, come compromissos e localização de objetos, mas mantém habilidades sociais preservadas. As comorbidades relatadas incluem hipertensão arterial controlada. Ao exame físico, apresentou, PA = 130 mmHg X 80 mmHg, FC = 76 bpm, FR = 18 irpm e SatO2 = 96%. Realizou mini-exame do estado mental (MEEM), no qual obteve 20/30 pontos, com prejuízo em memória e orientação temporal.

Pérola Clínica

Declínio cognitivo + história de AVC + déficits focais → Investigar Demência Vascular com Neuroimagem (TC/RM).

Resumo-Chave

A tomografia de crânio é o exame inicial essencial para identificar lesões isquêmicas ou hemorrágicas prévias que corroboram o diagnóstico de demência vascular ou mista.

Contexto Educacional

A investigação de um quadro demencial deve ser sistemática, começando pela história clínica detalhada, aplicação de testes cognitivos (como o MEEM) e exclusão de causas secundárias (hipotireoidismo, deficiência de B12, sífilis). A neuroimagem estrutural é obrigatória em todos os pacientes. No caso de pacientes com múltiplos fatores de risco cardiovascular e episódios prévios de AVC, a hipótese de demência vascular ganha força. A identificação correta é vital, pois o manejo foca intensamente no controle rigoroso da pressão arterial, glicemia e uso de antiagregantes para prevenir novos eventos isquêmicos que poderiam acelerar a deterioração cognitiva.

Perguntas Frequentes

Qual o papel da tomografia no diagnóstico de demência?

A tomografia computadorizada (TC) de crânio é fundamental para excluir causas reversíveis de demência (como hematoma subdural crônico ou hidrocefalia de pressão normal) e para identificar evidências de doença cerebrovascular. Em pacientes com declínio cognitivo e história de AVC, a TC pode revelar infartos lacunares, lesões de substância branca ou sequelas de grandes infartos, apoiando o diagnóstico de demência vascular.

Como diferenciar demência vascular de Alzheimer?

A demência vascular tipicamente apresenta um início mais súbito ou um declínio em 'degraus', frequentemente associado a déficits neurológicos focais e fatores de risco cardiovascular (HAS, DM). Já a Doença de Alzheimer tem um início insidioso e progressão lenta, focada inicialmente na memória episódica. Na prática, muitos pacientes apresentam a 'demência mista', com componentes de ambas as patologias.

Quando solicitar exames mais avançados como PET ou Liquor?

Exames como PET-CT cerebral ou dosagem de biomarcadores (beta-amiloide e tau) no liquor são reservados para casos atípicos, diagnósticos precoces em pacientes jovens ou quando há dúvida diagnóstica persistente após avaliação clínica e neuroimagem estrutural (TC/RM). Eles não são exames de primeira linha na investigação de rotina do idoso com declínio cognitivo.

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