SMS Foz do Iguaçu - Secretaria Municipal de Saúde (PR) — Prova 2025
A diferenciação clínica entre a Demência de Alzheimer (DA) e a Demência Frontotemporal (DFT) exige uma avaliação neuropsicológica detalhada, complementada por exames de neuroimagem e biomarcadores. Pacientes com DFT frequentemente apresentam manifestações distintas daquelas observadas na DA, principalmente no início do quadro. Dado o conhecimento atual sobre a fisiopatologia, os biomarcadores e as manifestações neurocognitivas de ambas as doenças, assinale a apresentação clinica característica do quadro de DFT.
DFT: Início com alterações comportamentais/funções executivas, atrofia frontal/temporal anterior. DA: Início com memória episódica.
A Demência Frontotemporal (DFT) se distingue da Demência de Alzheimer (DA) por apresentar, precocemente, alterações comportamentais (desinibição, apatia) e comprometimento das funções executivas, com atrofia predominante nos lobos frontal e temporal anterior, ao invés de déficits de memória iniciais.
A Demência Frontotemporal (DFT) é um grupo de doenças neurodegenerativas que afetam predominantemente os lobos frontal e temporal do cérebro, resultando em um perfil clínico distinto da Demência de Alzheimer (DA). Embora ambas causem demência, a DFT é a segunda causa mais comum de demência de início precoce (antes dos 65 anos), e sua diferenciação é crucial para o manejo e prognóstico. A fisiopatologia envolve o acúmulo de proteínas anormais, como tau ou TDP-43, em neurônios. Clinicamente, a DFT é caracterizada por um início insidioso e progressão gradual. A variante comportamental (DFTvc) é a mais comum, manifestando-se com alterações de personalidade e comportamento, como desinibição, apatia, perda de empatia, comportamentos repetitivos e mudanças nos hábitos alimentares. As funções executivas (planejamento, tomada de decisão) são comprometidas precocemente, enquanto a memória episódica tende a ser preservada nos estágios iniciais, ao contrário da DA. O diagnóstico da DFT é baseado na avaliação clínica, neuropsicológica e exames de neuroimagem (ressonância magnética) que mostram atrofia dos lobos frontal e/ou temporal anterior. Biomarcadores no líquor ou PET-CT com ligantes específicos podem auxiliar na diferenciação. O tratamento é sintomático e de suporte, visando manejar os sintomas comportamentais e melhorar a qualidade de vida do paciente e cuidadores, pois não há cura para a doença.
A DA tipicamente começa com déficit de memória episódica, enquanto a DFT se manifesta inicialmente com alterações comportamentais, disfunção executiva ou distúrbios de linguagem, com memória preservada no início.
Os principais subtipos são a variante comportamental (DFTvc), caracterizada por mudanças de personalidade e comportamento, e as afasias progressivas primárias (APP), que afetam a linguagem de forma predominante.
A neuroimagem (RM ou TC) geralmente revela atrofia predominante nos lobos frontal e/ou temporal anterior, que pode ser assimétrica, diferentemente da atrofia hipocampal mais proeminente na Demência de Alzheimer.
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