HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Antônio, 80 anos, aposentado (16 anos de escolaridade), casado, comparece à consulta, por apresenta episódios de confusão mental há 1 ano. Ele acorda bem, porém, ao longo da tarde fica "aéreo" e desorientado. As vezes, diz que vê crianças correndo pela casa. Embora frequentes, estes episódios não ocorrem todos os dias. A esposa também se queixa de que o paciente tem sono agitado com gritos e movimentações intensas, já tendo a machucado numa ocasião. Ao exame clínico, tem sinais vitais normais e não se detectam anormalidades. Ao exame neurológico, houve um desempenho de 24 pontos do mini exame do estado mental (perdeu 1 ponto na orientação temporal, 3 na Subtração em série, 1 em evocação, 1 na cópia dos pentágonos), bradicinesia e marcha em pequenos passos. Exames laboratoriais foram normais e a ressonância magnética do crânio mostrou atrofia cortical difusa, sem outras alterações. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico e o tratamento inicial indicado ao paciente.
DCL = flutuações cognitivas + alucinações visuais + parkinsonismo + distúrbio sono REM.
A Demência com Corpos de Lewy é caracterizada pela tríade de flutuações cognitivas, alucinações visuais recorrentes e parkinsonismo, frequentemente precedida por distúrbio comportamental do sono REM. O tratamento inicial para os sintomas cognitivos envolve inibidores da acetilcolinesterase como a rivastigmina.
A Demência com Corpos de Lewy (DCL) é a segunda causa mais comum de demência neurodegenerativa em idosos, após a Doença de Alzheimer. Caracteriza-se por uma combinação de sintomas cognitivos, neuropsiquiátricos e motores, sendo crucial para o diagnóstico e manejo adequado. A compreensão de seus critérios é fundamental para residentes. A fisiopatologia da DCL envolve o acúmulo de corpos de Lewy (agregados de alfa-sinucleína) em neurônios corticais e subcorticais. A suspeita diagnóstica surge com a tríade clássica: flutuações cognitivas, alucinações visuais recorrentes e parkinsonismo, frequentemente acompanhada por distúrbio comportamental do sono REM, que pode ser um pródromo. O tratamento da DCL é sintomático. Inibidores da acetilcolinesterase (rivastigmina, donepezila) são a primeira linha para sintomas cognitivos. Para o parkinsonismo, levodopa pode ser usada com cautela devido ao risco de piora das alucinações. Antipsicóticos atípicos (quetiapina) em baixas doses são indicados para psicose refratária, evitando neurolépticos típicos pela alta sensibilidade.
Os principais critérios incluem flutuações cognitivas, alucinações visuais recorrentes, parkinsonismo e distúrbio comportamental do sono REM, que pode preceder os outros sintomas em anos.
O tratamento inicial para os sintomas cognitivos envolve inibidores da acetilcolinesterase, como a rivastigmina ou donepezila, que podem melhorar a atenção e o estado de alerta.
A DCL se diferencia da Doença de Alzheimer pela presença proeminente de alucinações visuais, flutuações cognitivas e parkinsonismo, além do distúrbio comportamental do sono REM, que são menos comuns ou surgem mais tardiamente no Alzheimer.
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