AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2022
Qual das medicações descritas abaixo NÃO deveria ser usada em pacientes com risco de desenvolver delirium tremens e agitação psicomotora?
Delirium tremens: evitar antipsicóticos atípicos (ex: Clozapina) devido ao limiar convulsivo ↓.
A Clozapina, um antipsicótico atípico, possui um risco conhecido de reduzir o limiar convulsivo. Em pacientes com risco de delirium tremens e agitação psicomotora, especialmente na abstinência alcoólica, a redução do limiar convulsivo é perigosa, tornando a Clozapina uma medicação contraindicada nesses casos.
O delirium tremens é uma emergência médica grave, caracterizada por um estado confusional agudo, alucinações, tremores intensos e hiperatividade autonômica, que ocorre em pacientes com abstinência alcoólica severa. É a forma mais grave da síndrome de abstinência alcoólica, com uma mortalidade significativa se não tratada adequadamente. A identificação precoce de pacientes em risco e o início rápido do tratamento são cruciais para prevenir complicações e melhorar o prognóstico. O manejo do delirium tremens e da agitação psicomotora associada requer uma abordagem cuidadosa na escolha das medicações. Os benzodiazepínicos, como o Diazepam, são a pedra angular do tratamento, pois atuam nos receptores GABA, compensando a hiperatividade neuronal causada pela retirada do álcool. A tiamina é essencial para prevenir a encefalopatia de Wernicke, uma complicação neurológica grave da deficiência de vitamina B1, comum em alcoólatras. A carbamazepina pode ser utilizada como adjuvante para estabilizar o humor e reduzir a necessidade de benzodiazepínicos. É imperativo evitar medicações que possam piorar o quadro ou induzir complicações. A Clozapina, um antipsicótico atípico, é contraindicada em pacientes com risco de delirium tremens devido ao seu efeito de redução do limiar convulsivo. Em um cenário onde o paciente já está propenso a convulsões devido à abstinência alcoólica, o uso de Clozapina pode precipitar ou agravar crises convulsivas, aumentando a morbidade e mortalidade. A escolha farmacológica deve sempre priorizar a segurança e a eficácia no controle dos sintomas.
O tratamento do delirium tremens baseia-se principalmente na administração de benzodiazepínicos (como Diazepam ou Lorazepam) para controlar a agitação e prevenir convulsões, além da reposição de tiamina para prevenir a encefalopatia de Wernicke.
A Clozapina é contraindicada devido ao seu potencial de reduzir o limiar convulsivo, o que pode exacerbar o risco de convulsões em pacientes já predispostos pelo quadro de abstinência alcoólica e delirium tremens.
Além dos benzodiazepínicos, a tiamina é crucial. Outras opções podem incluir a carbamazepina para estabilização do humor e redução da necessidade de benzodiazepínicos, mas sempre com cautela e avaliação individual.
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