SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2023
Sobre o tratamento da síndrome confusional aguda (delirium), é correto afirmar:
Delirium tremens → Benzodiazepínicos são a primeira linha de tratamento.
O delirium tremens, uma forma grave de abstinência alcoólica, é uma das poucas situações de delirium onde os benzodiazepínicos são a primeira escolha terapêutica, visando controlar a hiperatividade autonômica e prevenir convulsões. Em outros tipos de delirium, especialmente em idosos, benzodiazepínicos devem ser usados com cautela devido ao risco de piora do quadro.
O delirium, ou síndrome confusional aguda, é uma disfunção cerebral aguda e flutuante, caracterizada por alteração da atenção e da consciência, com início súbito e curso flutuante. É uma condição comum em pacientes hospitalizados, especialmente idosos, e está associada a piores desfechos, incluindo aumento da mortalidade e tempo de internação. O reconhecimento precoce e o manejo adequado são cruciais para minimizar suas consequências. O tratamento do delirium é multifacetado, com ênfase inicial em intervenções não farmacológicas e na identificação e correção das causas subjacentes (infecções, desidratação, distúrbios metabólicos, medicamentos). Intervenções farmacológicas são reservadas para agitação severa que coloque o paciente ou a equipe em risco. Nesses casos, antipsicóticos de baixa dose (como haloperidol) são geralmente a escolha preferencial, especialmente em idosos. Uma exceção notável é o delirium tremens, que é uma manifestação grave da abstinência alcoólica. Neste cenário específico, os benzodiazepínicos são a medicação de primeira linha, pois atuam nos mesmos receptores GABA que o álcool, ajudando a controlar a hiperatividade autonômica, prevenir convulsões e estabilizar o paciente. É fundamental diferenciar o delirium tremens de outras etiologias de delirium para aplicar o tratamento farmacológico correto e evitar iatrogenias.
No delirium tremens, os benzodiazepínicos são a primeira linha de tratamento para controlar a hiperatividade autonômica e prevenir complicações. Em outros tipos de delirium, especialmente em idosos, benzodiazepínicos são geralmente evitados ou usados com extrema cautela, preferindo-se antipsicóticos em baixas doses para agitação severa.
As intervenções não farmacológicas incluem reorientação constante, manutenção de um ambiente calmo e bem iluminado, uso de óculos e aparelhos auditivos, mobilização precoce, hidratação adequada e manejo da dor. Estas são a primeira etapa no manejo de qualquer paciente com suspeita de delirium.
Em idosos, os benzodiazepínicos podem exacerbar a confusão mental, causar sedação excessiva, aumentar o risco de quedas e prolongar o delirium. Eles devem ser usados apenas em situações específicas, como delirium tremens ou convulsões, e com monitoramento rigoroso.
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