Delirium no Idoso: Manejo Clínico e Critérios de Beers

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 79 anos, com antecedentes de osteoartrite de joelhos, insônia crônica e hiperplasia prostática benigna, é trazido ao pronto atendimento por sua esposa devido a um quadro de confusão mental iniciado há três dias. Ela relata que o paciente apresenta períodos de lucidez intercalados com momentos de desorientação, agitação noturna e alucinações visuais, vendo "bichos na parede". O paciente nega febre, tosse ou dor ao urinar, embora a esposa note que ele tem ido mais vezes ao banheiro. Na revisão das medicações, nota-se o uso crônico de tansulosina e paracetamol, além da introdução de amitriptilina 25 mg à noite, prescrita há dez dias por um médico particular para controle de dor crônica e auxílio no sono. Ao exame físico, o paciente encontra-se desorientado no tempo e espaço, com atenção reduzida, mas sem déficits motores focais ou sinais de irritação meníngea. Sinais vitais: pressão arterial 125 x 75 mmHg, frequência cardíaca 82 bpm, frequência respiratória 18 irpm, saturação de oxigênio 95% em ar ambiente e temperatura axilar de 36,4 °C. O restante do exame segmentar é normal, exceto por uma leve sensibilidade suprapúbica à palpação profunda. Diante desse cenário de síndrome geriátrica, a conduta mais adequada para este paciente é:

Alternativas

  1. A) Solicitar tomografia computadorizada de crânio imediata e iniciar antibioticoterapia empírica com ceftriaxone.
  2. B) Suspender a amitriptilina e realizar triagem infecciosa, incluindo obrigatoriamente urina tipo I e urocultura.
  3. C) Manter a amitriptilina e iniciar haloperidol 2 mg por via oral de 12 em 12 horas para controle das alucinações.
  4. D) Substituir a amitriptilina por diazepam 5 mg ao deitar para garantir o repouso noturno e evitar novas quedas.

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