SDRA Pediátrica em VMI: Reconhecendo e Tratando Delirium

São Leopoldo Mandic - Faculdade de Medicina (SP) — Prova 2025

Enunciado

Assinale a alternativa correta sobre ventilação mecânica pulmonar invasiva (VMI) no paciente com Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo em Pediatria (SDRA-P):

Alternativas

  1. A) O paciente com SDRA-P somente deverá iniciar a VMI com modos espontâneos, uma vez que se mostram superiores aos controlados.
  2. B) Os níveis de sedação devem ser mantidos altos para manutenção de conforto e sincronização com o ventilador mecânico, e o uso de bloqueador neuromuscular é contraindicado.
  3. C) A avaliação de ocorrência de delirium deve ser realizada e seu tratamento instituído.
  4. D) Mesmo que o paciente esteja adequadamente ventilado e oxigenado, com níveis de pressão suporte de 10cmH20 e PEEP de 10cmH2O, necessitando de FiO2 menor do que 60%, é contraindicado o uso de ventilação mecânica não invasiva em SDRA-P e esse paciente deve ser prontamente intubado.

Pérola Clínica

SDRA-P em VMI → avaliar e tratar delirium ativamente.

Resumo-Chave

Pacientes pediátricos em VMI, especialmente com SDRA-P, estão sob alto risco de desenvolver delirium. É crucial realizar a avaliação rotineira do delirium e instituir seu tratamento, pois impacta negativamente o prognóstico e o tempo de internação.

Contexto Educacional

A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo em Pediatria (SDRA-P) é uma condição grave caracterizada por inflamação pulmonar difusa e hipoxemia refratária, frequentemente exigindo ventilação mecânica invasiva (VMI). O manejo da VMI na SDRA-P visa a ventilação protetora, com volumes correntes baixos e PEEP otimizada, para minimizar lesão pulmonar induzida pelo ventilador. Além dos aspectos puramente ventilatórios, o cuidado integral do paciente pediátrico em VMI inclui a atenção a complicações não pulmonares. O delirium é uma disfunção cerebral aguda, comum em UTIs pediátricas, que se manifesta por alterações na atenção, consciência e cognição. Sua ocorrência é um marcador de gravidade e está associada a desfechos desfavoráveis. A avaliação rotineira do delirium, utilizando escalas validadas, é fundamental. O tratamento envolve a otimização da sedação (preferindo agentes não benzodiazepínicos), mobilização precoce, manutenção de ciclos sono-vigília, controle da dor e, em alguns casos, uso de antipsicóticos em baixas doses. A prevenção e o manejo ativo do delirium são componentes essenciais do cuidado de alta qualidade em pacientes pediátricos críticos.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para delirium em crianças na UTI pediátrica?

Fatores de risco incluem idade jovem, gravidade da doença, uso de sedativos (benzodiazepínicos, opioides), ventilação mecânica, privação de sono, imobilização e presença de dor.

Como o delirium é avaliado em pacientes pediátricos em VMI?

Escalas validadas como a pCAM-ICU (Pediatric Confusion Assessment Method for the ICU) ou a Sophia Observation Withdrawal Symptoms-Delirium Scale (SOS-D) são utilizadas para rastrear e diagnosticar o delirium.

Qual a importância de tratar o delirium em crianças na UTI?

O delirium está associado a desfechos negativos, como maior tempo de ventilação mecânica, maior tempo de internação na UTI, piora do desenvolvimento neurocognitivo a longo prazo e aumento da mortalidade.

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