Delirium Pós-Operatório em Idosos: Manejo e Prevenção

Centro Universitário FMABC — Prova 2015

Enunciado

Homem de 78 anos é trazido por familiares ao hospital, sendo internado por fratura de fêmur. No 4º PO o ortopedista pede sua avaliação clínica, pois ele vem evoluindo com sonolência progressiva, confusão mental e desorientação, há 2 dias, que melhora pelas manhãs. Filha informa (já que está difícil conversar com ele), que tem HAS (usa ENALAPRIL 20 mg/d), e arritmia cardíaca (ECG: fibrilação atrial), para a qual usava DICUMARÍNICO, que foi suspenso para a cirurgia. Informa ainda que ele tinha independência para atividades habituais diárias, porém como usa aparelho auditivo, dependia de sua vontade usar o aparelho, o que não era regra. Evoluiu sem febre, porém apresentando bastante dor, o que determinou o acréscimo de analgésicos do grupo dos opioides aos analgésicos usados (dipirona+ AINH). Vinha com ingesta VO adequada, porém nos últimos 2 dias não aceitou nem dieta e nem água. Ao exame físico: PA: 148x90 mmHg, FC: 96 bpm, glicemia capilar: 86 mg/dl, Sat. O2: 94% em ar ambiente, desidratado ++/++++, corado, em ritmo de fibrilação atrial ao ECG muito sonolento, desperta ao estímulo vigoroso, porém responde de modo confuso, desorientado, sem deficiência motora exceto com membro inferior direito (local da fratura). Curativo da incisão seca e sem sinal flogístico. Mesmo depois de instituída terapêutica, paciente embora tivesse apresentado alguma melhora nas primeiras horas, voltou a manter o mesmo quadro. O que você indicaria a seguir, já que as alterações laboratoriais estavam já resolvidas?

Alternativas

  1. A) Novos exames de imagem, incluindo doppler venoso de membros inferiores.
  2. B) Se iniciado antipsicótico, trocaria para antidepressivo.
  3. C) Se suspenso anticoagulação profilática, reiniciá-la.
  4. D) SNE, relógio e colocação do aparelho auditivo.

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