Delirium em Idosos: Diagnóstico e Manejo da Confusão Aguda

HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2017

Enunciado

Paciente de 88 anos de idade, previamente autônoma para as atividades de vida diária, com história de HAS e de DM2 bem controlada com enalapril e metformina, apresenta-se ao pronto-socorro às 22h30, levada pelos respectivos familiares, pois está confusa e desorientada desde o dia anterior, não reconhecendo familiares, esquecendo o próprio nome, errando datas e respondendo, de forma desconexa, às perguntas que lhe são feitas. Os familiares notaram que, desde a manhã anterior, a paciente estava mais restrita ao próprio quarto e com comportamento estranho. Como ela sempre foi uma senhora muito mal-humorada e interagia pouco, resolveram não incomodá-la, mas quando a família reuniu-se para almoçar, ainda no dia anterior, ficou claro que havia algo errado. Ao longo do dia seguinte, a paciente pareceu melhorar algumas vezes por poucos minutos, para depois voltar a ficar confusa. Os familiares não sabem informar mais dados. Ao exame físico: paciente está desidratada; com PA = 150 mmHg x 90 mmHg; FC = 105 bpm; temperatura = 38,5°C; FR = 18 irpm; saturação de oxigênio = 98%; hemoglicoteste de 120 mg/dl. A ausculta pulmonar é normal, e a ausculta cardíaca indica sopro aórtico sistólico 2+/+6, edema 1+/ 4+ simétrico em membros inferiores e abdome difusamente doloroso, mas sem peritonismo. O exame neurológico é prejudicado pela baixa colaboração da paciente, mas não são detectados deficit focais. A respeito do caso clínico apresentado, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Trata-se de um acidente vascular encefálico, sendo o tratamento imediato apenas de suporte, visto que não há possibilidade de trombólise em razão do tempo de evolução. 
  2. B) Trata-se de demência senil, tendo em vista o histórico de alteração de comportamento crônico; entretanto, deve se realizar a triagem para causas reversíveis de demência
  3. C) O quadro é compatível com delirium, sendo necessário realizar triagem infecciosa.
  4. D) Não se recomenda a dosagem de eletrólitos. 
  5. E) Essa condição acomete principalmente idosos com boa funcionalidade, como a paciente do quadro.

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