Delirium em Idosos com Demência: Diagnóstico e Manejo

SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2021

Enunciado

Paciente de 81 anos, portador de demência de Alzheimer, é trazido pelos filhos por estar ''muito calminho'' há 3 dias, recusando alimentação e ''dorminhoco''. Sobre casos come este, comuns no dia-a-dia, podemos afirmar: 

Alternativas

  1. A) Em caso de agitação, o uso de antipsicóticos é bem indicado.
  2. B) O diagnóstico é de Delirium hipoativo, mas necessitamos de exames complementares para sua confirmação definitiva.
  3. C) O fator precipitante mais importante é mau uso de medicações, como sugere a tabela de BEERS.
  4. D) Exames de neuroimagem devem ser solicitados em todos os casos de Delirium para diagnóstico diferencial.

Pérola Clínica

Delirium em idosos com demência → buscar causas reversíveis; agitação severa → antipsicóticos em baixas doses.

Resumo-Chave

O delirium em idosos, especialmente com demência, é uma emergência médica que exige investigação de causas reversíveis. Embora o caso apresente delirium hipoativo, a agitação é uma manifestação comum e, quando grave, pode requerer antipsicóticos em baixas doses após falha de medidas não farmacológicas.

Contexto Educacional

O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por alteração da atenção e cognição, comum em idosos, especialmente aqueles com demência preexistente. O caso clínico descreve um delirium hipoativo, que pode ser mais difícil de reconhecer, mas igualmente grave e associado a piores desfechos. A investigação etiológica é crucial, buscando causas reversíveis como infecções, distúrbios hidroeletrolíticos, efeitos adversos de medicamentos (conforme a Tabela de Beers) ou dor. O diagnóstico é clínico, utilizando ferramentas como o CAM (Confusion Assessment Method), embora exames complementares sejam essenciais para identificar a causa subjacente. O manejo inclui medidas não farmacológicas (orientação, ambiente calmo) e, em casos de agitação severa ou psicose refratária, o uso cauteloso de antipsicóticos atípicos em baixas doses. É fundamental diferenciar o delirium da demência, pois o primeiro é uma emergência médica com potencial de reversibilidade e exige tratamento imediato da causa.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características do delirium hipoativo em idosos?

O delirium hipoativo se manifesta por letargia, sonolência excessiva, apatia, diminuição da interação e lentidão psicomotora, sendo frequentemente subdiagnosticado por sua apresentação menos dramática que o tipo hiperativo, mas com prognóstico igualmente grave.

Quando considerar o uso de antipsicóticos no manejo do delirium?

Antipsicóticos devem ser considerados para o manejo da agitação severa ou psicose no delirium que não responde a medidas não farmacológicas, sempre em baixas doses e com cautela devido aos efeitos adversos em idosos, como sedação excessiva e risco de quedas.

Quais são as causas mais comuns de delirium em pacientes idosos com demência?

As causas incluem infecções (urinárias, respiratórias), desidratação, distúrbios metabólicos, polifarmácia (especialmente medicamentos anticolinérgicos e sedativos, conforme a Tabela de Beers), dor não controlada e eventos cerebrovasculares, exigindo investigação abrangente.

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