Delirium em Idosos: Diagnóstico e Investigação Clínica

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

A Sra. M.T.G, 83 anos, é trazida ao PS com quadro de confusão há 2 dias, desorientação no tempo e espaço, agressividade, ilusões que a família a esta prendendo em uma cadeia e alteração do ciclo sono-vigília. Diante do caso, qual seria o diagnóstico e que exames poderiam ser pedidos para melhor avaliação diagnóstica:

Alternativas

  1. A) Demência de Alzheimer e Parcial de Urina, Urocultura, tgo, tgp.
  2. B) Delirium e tsh, sódio, potássio, hemograma, cálcio.
  3. C) Delirium e vitamina D, pth, fosfatase alcalina.
  4. D) Demência Vascular, hemograma, acido fólico e vitamina b12.
  5. E) Demência de Alzheimer e ureia, creatinina, sódio, potássio, vdrl, ftaabs, glicemia jejum.

Pérola Clínica

Idoso com confusão aguda, flutuante e alteração sono-vigília → Delirium. Investigar causas reversíveis.

Resumo-Chave

O delirium em idosos é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por alteração da atenção, consciência e cognição. É crucial diferenciá-lo de demência, pois o delirium é frequentemente reversível e causado por condições médicas subjacentes, exigindo uma investigação laboratorial abrangente para identificar e tratar a causa.

Contexto Educacional

O delirium, ou síndrome confusional aguda, é uma condição neuropsiquiátrica comum e grave em idosos, especialmente em ambiente hospitalar. Caracteriza-se por uma alteração aguda e flutuante da atenção, consciência e cognição, frequentemente acompanhada de distúrbios do ciclo sono-vigília, ilusões e agressividade. É crucial o reconhecimento precoce, pois o delirium está associado a maior morbimortalidade, tempo de internação e institucionalização. A fisiopatologia do delirium é complexa e multifatorial, envolvendo desequilíbrios de neurotransmissores (especialmente acetilcolina e dopamina) e inflamação sistêmica. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou em ferramentas como o CAM. É imperativo diferenciar o delirium da demência, que é uma condição crônica e progressiva, embora ambas possam coexistir. A investigação deve ser abrangente para identificar as causas subjacentes, que são frequentemente reversíveis. O tratamento do delirium foca na identificação e correção das causas precipitantes (infecções, distúrbios metabólicos, medicamentos, desidratação). O manejo não farmacológico é prioritário, incluindo reorientação, ambiente calmo e manutenção do ciclo sono-vigília. Antipsicóticos podem ser usados em baixas doses para agitação grave que coloque o paciente ou outros em risco. A prevenção é fundamental, com a identificação de fatores de risco e intervenções multidisciplinares.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais critérios diagnósticos para delirium em idosos?

Os principais critérios incluem início agudo e curso flutuante, alteração da atenção, desorganização do pensamento ou alteração do nível de consciência. Ferramentas como o Confusion Assessment Method (CAM) podem auxiliar no diagnóstico.

Como diferenciar delirium de demência em um paciente idoso?

O delirium tem início agudo, curso flutuante, alteração proeminente da atenção e do nível de consciência, e é frequentemente reversível. A demência tem início insidioso, curso progressivo, atenção geralmente preservada no início e é crônica e irreversível.

Quais exames laboratoriais são essenciais na investigação de delirium?

Exames essenciais incluem hemograma completo, eletrólitos (sódio, potássio, cálcio), função renal (ureia, creatinina), função hepática, glicemia, TSH, parcial de urina e urocultura. Outros exames podem ser solicitados conforme a suspeita clínica, como gasometria, níveis de medicamentos ou neuroimagem.

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