Santa Casa de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2019
Qual a droga de escolha para tratar agitação psicomotora (delirium) em um idoso?
Delirium em idosos → Haloperidol é a droga de escolha para agitação psicomotora, evitando benzodiazepínicos.
O haloperidol é preferível para o manejo da agitação psicomotora no delirium em idosos devido ao menor risco de efeitos anticolinérgicos e sedação excessiva comparado aos benzodiazepínicos, que podem piorar o quadro confusional.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por alteração da atenção e da consciência, comum em idosos hospitalizados e associada a pior prognóstico. Sua prevalência aumenta com a idade e a presença de comorbidades, sendo um marcador de fragilidade e um desafio diagnóstico e terapêutico na prática clínica. A abordagem do delirium em idosos deve priorizar medidas não farmacológicas, como otimização do ambiente, reorientação e correção de fatores precipitantes. Quando a agitação psicomotora é intensa e representa risco para o paciente ou equipe, a intervenção farmacológica se faz necessária. O haloperidol é a droga de escolha devido à sua eficácia e menor perfil de efeitos anticolinérgicos em comparação com outros antipsicóticos ou benzodiazepínicos. O uso de benzodiazepínicos deve ser evitado, pois podem agravar o quadro confusional e aumentar o risco de quedas. A dose de haloperidol deve ser iniciada baixa e titulada lentamente, monitorando-se os efeitos adversos, especialmente os extrapiramidais e o prolongamento do intervalo QT. O objetivo é controlar a agitação e não sedar excessivamente o paciente, visando a resolução do delirium e a recuperação funcional.
A primeira linha de tratamento para agitação psicomotora em idosos com delirium é o haloperidol, um antipsicótico de primeira geração, devido ao seu perfil de segurança e eficácia nesse contexto.
Benzodiazepínicos são geralmente contraindicados para agitação em idosos com delirium porque podem piorar a confusão mental, aumentar a sedação, o risco de quedas e prolongar o quadro de delirium.
Os principais efeitos adversos do haloperidol em idosos incluem sintomas extrapiramidais (distonia, acatisia, parkinsonismo), sedação, hipotensão ortostática e prolongamento do intervalo QT, exigindo monitoramento cuidadoso.
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