Delirium em Idosos: Fatores de Risco e Diagnóstico

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2025

Enunciado

Paciente, 83 anos, sexo masculino, foi internado com quadro de queda do estado geral, tosse produtiva e febre com início há 3 dias. Paciente tem antecedentes de hipertensão arterial, hipotireoidismo e doença de Parkinson. Previamente com cognição preservada, independente para as atividades básicas de vida diária e totalmente dependente para as atividades instrumentais de vida diária, devido a limitação motora pela doença de Parkinson. Seu filho conta que, nos últimos 3 dias, notou seu pai mais sonolento, alternando com períodos de confusão e agitação, com piora no dia de hoje. Ao exame clínico, nota-se que o paciente está em regular estado geral, desidratado, alerta e calmo, com atenção prejudicada e pensamento desorganizado. Além disso, encontra-se eupneico com estertores crepitantes em base esquerda. Exames complementares na admissão: Hb: 13 g/dL; leuco: 13.200/mL; plaquetas 180.000/mL. RX de tórax: opacidade com broncograma aéreo em base esquerda.Considerando as hipóteses diagnósticas, quais os fatores precipitantes e predisponentes para o caso clínico apresentado?

Alternativas

  1. A) Internação hospitalar, sexo masculino e insuficiência cardíaca.
  2. B) Hipertensão arterial, hipotireoidismo e déficit sensorial.
  3. C) Idade, doença de Parkinson e pneumonia.
  4. D) Sexo masculino, limitação motora e embolia pulmonar.

Pérola Clínica

Delirium em idosos: idade avançada + comorbidades (Parkinson) = predisponentes; infecção (pneumonia) = precipitante.

Resumo-Chave

O delirium em idosos é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda multifatorial. Fatores predisponentes incluem idade avançada e doenças crônicas como Parkinson. Fatores precipitantes comuns são infecções (como pneumonia), desidratação e medicações, que descompensam um sistema já vulnerável.

Contexto Educacional

O manejo do delirium foca na identificação e tratamento dos fatores precipitantes, como infecções, desidratação, distúrbios eletrolíticos e uso de medicamentos. Além disso, medidas não farmacológicas, como reorientação, mobilização precoce e manutenção do ciclo sono-vigília, são fundamentais. A prevenção é a melhor abordagem, através da identificação de pacientes de risco e intervenções multimodais.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para o desenvolvimento de delirium em idosos?

Os principais fatores de risco para delirium em idosos incluem idade avançada, demência pré-existente, doença de Parkinson, comorbidades múltiplas, déficit sensorial (visão/audição), desnutrição e polifarmácia. Esses são considerados fatores predisponentes.

Como a pneumonia pode precipitar um quadro de delirium?

A pneumonia, como outras infecções, causa uma resposta inflamatória sistêmica que afeta o sistema nervoso central. Isso pode levar a alterações metabólicas, hipóxia, desidratação e liberação de citocinas pró-inflamatórias, desorganizando a função cerebral e precipitando o delirium, especialmente em pacientes vulneráveis.

Qual a importância de identificar o delirium precocemente?

A identificação precoce do delirium é crucial porque ele está associado a piores desfechos, como aumento da mortalidade, tempo de internação prolongado, maior risco de institucionalização e declínio funcional e cognitivo a longo prazo. O manejo rápido dos fatores precipitantes pode reverter o quadro.

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