IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2022
O quadro de delirium é uma entidade clínica muito frequente na população geriátrica, principalmente no contexto de internação hospitalar. Acerca do tratamento desse quadro, assinale a alternativa correta.
Delirium: etiologia multifatorial → atuar nos fatores desencadeantes; contenção (farmacológica/física) apenas se risco, NUNCA isolada.
O delirium é uma síndrome aguda de disfunção cerebral com etiologia multifatorial, comum em idosos hospitalizados. O tratamento primário foca na identificação e correção dos fatores desencadeantes. A contenção, seja farmacológica ou física, deve ser uma medida de último recurso, utilizada apenas para garantir a segurança do paciente e da equipe, e nunca de forma isolada, sempre associada à investigação e tratamento da causa.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por uma alteração da atenção e da consciência, com disfunção cognitiva. É extremamente comum em pacientes idosos hospitalizados, com prevalência que pode chegar a 50% em unidades de terapia intensiva, e está associado a piores desfechos, como aumento da mortalidade e do tempo de internação. Sua etiologia é multifatorial, sendo essencial a busca ativa por fatores desencadeantes como infecções (urinárias, respiratórias), distúrbios hidroeletrolíticos, desidratação, dor não controlada, polifarmácia (especialmente anticolinérgicos e benzodiazepínicos), privação de sono e ambiente hospitalar inadequado. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5 ou CAM (Confusion Assessment Method). O tratamento primário do delirium é não farmacológico e focado na reversão dos fatores precipitantes. Medidas como reorientação, mobilização precoce, otimização do sono, hidratação e nutrição adequadas são cruciais. A contenção farmacológica (com antipsicóticos como haloperidol em baixas doses) ou física deve ser reservada para casos de agitação grave que coloquem o paciente ou a equipe em risco, sempre como medida temporária e acompanhada da investigação e tratamento da causa subjacente.
Fatores de risco incluem idade avançada, demência pré-existente, polifarmácia, desidratação, infecções, distúrbios eletrolíticos, privação de sono, dor não controlada, uso de cateteres e cirurgias, especialmente as de grande porte.
A primeira linha de tratamento é a identificação e correção dos fatores desencadeantes subjacentes, como infecções, desidratação, distúrbios hidroeletrolíticos, suspensão de medicamentos precipitantes e manejo da dor.
A contenção, seja farmacológica (com antipsicóticos em baixas doses, como haloperidol) ou física, é indicada apenas em situações de agitação grave que representem risco para o paciente ou para a equipe, e sempre como medida temporária e não isolada, enquanto se busca a causa e se implementam medidas não farmacológicas.
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