FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Paciente do sexo masculino, 88 anos de idade, hipertenso sem outras comorbidades relevantes, foi internado com quadro de pneumonia comunitária. Três dias após internação apresentou episódio de desorientação no tempo e espaço, alteração do ciclo sono-vigília, agitação psicomotora e alucinações, com alto risco de quedas e agressão à equipe. Paciente permaneceu com o quadro após intervenções não farmacológicas. Com relação ao quadro clínico descrito acima, assinale a alternativa que apresenta qual a medicação adequada para esse paciente.
Delirium hiperativo em idoso refratário a medidas não farmacológicas → Antipsicóticos (Haloperidol 1ª linha).
O delirium é uma emergência médica comum em idosos hospitalizados, caracterizado por alteração aguda e flutuante da atenção e cognição. Após falha das intervenções não farmacológicas, antipsicóticos são a primeira linha para controlar a agitação e psicose, com Haloperidol sendo o mais estudado e utilizado.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por uma alteração da atenção e da consciência, frequentemente acompanhada por distúrbios cognitivos. É particularmente comum em pacientes idosos hospitalizados, com uma incidência que pode chegar a 50% em UTIs, e é um marcador de gravidade e pior prognóstico. O diagnóstico do delirium é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, que incluem distúrbio da atenção, alteração aguda e flutuante, distúrbio cognitivo adicional e evidência de uma causa orgânica. A fisiopatologia é complexa, envolvendo desequilíbrio de neurotransmissores (principalmente deficiência colinérgica e excesso dopaminérgico) e inflamação sistêmica. Fatores de risco incluem idade avançada, demência pré-existente, polifarmácia, desidratação, infecções, cirurgias e distúrbios metabólicos. O tratamento do delirium é multifacetado, com prioridade para a identificação e correção da causa subjacente e a implementação de medidas não farmacológicas (reorientação, ambiente calmo, manutenção do ciclo sono-vigília). Quando a agitação psicomotora é grave e representa risco para o paciente ou equipe, e as medidas não farmacológicas falham, a intervenção farmacológica é necessária. Antipsicóticos, como o Haloperidol, são a primeira linha de escolha para controlar a agitação e os sintomas psicóticos, devendo ser usados na menor dose eficaz e pelo menor tempo possível, com monitoramento de efeitos adversos como prolongamento do intervalo QT. Benzodiazepínicos são geralmente evitados, exceto em casos de abstinência.
O delirium se manifesta como uma alteração aguda e flutuante da atenção e da consciência, acompanhada de distúrbios cognitivos, como desorientação, perda de memória, alucinações e alteração do ciclo sono-vigília. Pode ser hiperativo (agitação) ou hipoativo (letargia).
Antipsicóticos são a medicação de primeira linha. O Haloperidol é o agente mais estudado e frequentemente utilizado, em doses baixas e tituladas, devido ao seu perfil de segurança e eficácia no controle dos sintomas psicóticos e da agitação.
Benzodiazepínicos podem exacerbar a confusão, sedação e disfunção cognitiva em pacientes com delirium, prolongando o quadro. Eles são indicados principalmente para delirium causado por abstinência de álcool ou benzodiazepínicos, ou em casos específicos de tremores e convulsões.
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