FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2024
ldoso de 72 anos é trazido a emergência pela filha com historia de sonolência há cerca de 1 semana, associado a perda de apetite com recusa alimentar. Há 2 dias observou piora do quadro, iniciando períodos de confusão mental nos quais tem dificuldade em reconhecer a filha e solicita a toda hora que quer ir embora para poder trabalhar. Passa o dia dormindo e a noite tem períodos de agitação psicomotora com relato de alucinações visuais. Refere que há 5 dias o pai procurou atendimento medico queixa de tosse seca e coriza, sem febre: Foi diagnosticado como síndrome gripal, medicado com sintomáticos. Filha refere que paciente é portador de hipertensão arterial há cerca de 10 e faz uso de enalapril 10mg de 12x12h e é parcialmente dependente para suas atividades de vida diária, necessitando de ajuda para compras e ir ao banco receber sua aposentadoria. No ultimo ano tem observado que o pai encontra-se mais retraído, sai menos de casa, interage menos com os familiares. Diante deste quadro assinale a resposta correta.
Delirium em idosos é uma urgência médica, frequentemente precipitada por infecções, exigindo internação para investigação e tratamento.
O quadro clínico de sonolência, confusão mental, agitação e alucinações em um idoso, especialmente após um quadro gripal, é altamente sugestivo de delirium. Esta condição é uma emergência médica devido ao risco aumentado de mortalidade e morbidade, necessitando de internação para elucidação da causa e manejo adequado.
O delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por distúrbio da atenção e da consciência, que representa uma das emergências médicas mais comuns em idosos. Sua prevalência é alta em ambientes hospitalares, especialmente em UTIs e pós-operatório, e está associado a desfechos adversos como aumento da mortalidade, tempo de internação e risco de demência. É crucial reconhecer o delirium precocemente para instituir o manejo adequado e prevenir complicações. A fisiopatologia do delirium é multifatorial, envolvendo desregulação de neurotransmissores (acetilcolina, dopamina), inflamação sistêmica e disfunção cerebral. Fatores precipitantes comuns incluem infecções (como a síndrome gripal mencionada), desidratação, distúrbios eletrolíticos, polifarmácia, dor, privação de sono e cirurgias. O diagnóstico é clínico, baseado nos critérios do DSM-5, e a busca pela causa subjacente é fundamental para o tratamento. O tratamento do delirium foca na identificação e correção dos fatores precipitantes, além de medidas de suporte e controle sintomático. A internação hospitalar é frequentemente necessária para investigação diagnóstica e manejo. O prognóstico depende da causa subjacente e da rapidez do tratamento, mas o delirium pode deixar sequelas cognitivas e funcionais, mesmo após a resolução do quadro agudo.
Os sinais incluem alteração aguda e flutuante da atenção e consciência, desorientação, confusão mental, agitação psicomotora ou letargia, distúrbios do sono, e alucinações (frequentemente visuais). A flutuação dos sintomas ao longo do dia é uma característica chave.
O delirium é uma urgência médica porque está associado a um aumento significativo da morbidade e mortalidade, prolongamento da internação hospitalar e maior risco de institucionalização. O tratamento precoce da causa subjacente é crucial para melhorar o prognóstico.
O delirium tem início agudo, curso flutuante, e é reversível na maioria dos casos, com alteração proeminente da atenção. A demência, por outro lado, tem início insidioso, curso progressivo e crônico, e a atenção geralmente é preservada nas fases iniciais, com prejuízo da memória e outras funções cognitivas.
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