Delirium no Idoso: Manejo e Carga Anticolinérgica

HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026

Enunciado

Uma mulher de 84 anos é levada à UBS por alteração do comportamento há 36 horas, com momentos de apatia alternando com agitação noturna. Nega febre, tosse ou dor torácica. Sem queixas urinárias. Refere constipação há cinco dias. Medicações atuais: enalapril 10 mg/d; amitriptilina 25 mg à noite (iniciada há dez dias para dor neuropática); oxibutinina 5 mg 2x/d para bexiga hiperativa; difenidramina 50 mg à noite “para dormir” nas últimas cinco noites; ciclobenzaprina ocasional. Ao exame físico, apresenta: PA: 138x82 mmHg; FR: 18 rpm; SatO2 : 96% em ar ambiente; afebril; mucosas ressecadas; abdome timpânico com fecaloma palpável; sem sinais neurológicos focais. Teste 4AT: 6 (alteração de alerta, inatenção e curso flutuante). Qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial do caso?

Alternativas

  1. A) Iniciar haloperidol em baixa dose para controle da agitação e programar reavaliação em 24 a 48 horas com TC de crânio se não houver melhora.
  2. B) Corrigir hidratação e tratar constipação, suspender amitriptilina, introduzir benzodiazepínico de curta ação e reavaliar em 24 a 48 horas.
  3. C) Iniciar medidas de reorientação, mobilização precoce e hidratação, suspender difenidramina e amitriptilina, revisar oxibutinina e reavaliar em 24 horas.
  4. D) Solicitar urocultura e TC de crânio, tratar bacteriúria assintomática se presente e adiar mudanças no esquema medicamentoso até estabilização clínica.

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