IOG - Instituto de Olhos de Goiânia — Prova 2020
Na população idosa, as medicações são apontadas como causa de delirium em até 30% dos casos. O uso de três ou mais medicações foi claramente correlacionado ao maior risco do desenvolvimento de delirium, sendo a principal classe envolvida aquela de propriedades:
Delirium em idosos → principal causa farmacológica = medicações anticolinérgicas.
Em pacientes idosos, o delirium é uma condição comum e multifatorial. Dentre as causas farmacológicas, os medicamentos com propriedades anticolinérgicas são os mais frequentemente implicados, devido à sua capacidade de atravessar a barreira hematoencefálica e interferir na neurotransmissão colinérgica central, essencial para a cognição.
O delirium, também conhecido como síndrome confusional aguda, é uma condição neuropsiquiátrica comum e grave em idosos, caracterizada por uma alteração aguda e flutuante da atenção e da consciência. Sua prevalência é alta em ambientes hospitalares e de cuidados de longo prazo, sendo um preditor independente de morbidade e mortalidade, prolongamento da internação e institucionalização. A etiologia é multifatorial, com medicamentos sendo uma das principais causas. A fisiopatologia do delirium é complexa, mas a disfunção colinérgica central é um mecanismo chave. Medicamentos com propriedades anticolinérgicas, ao bloquear os receptores de acetilcolina no cérebro, podem precipitar ou agravar o delirium, especialmente em idosos que já possuem uma reserva colinérgica reduzida. A polifarmácia, comum nessa população, aumenta o risco, pois a interação entre múltiplos fármacos pode intensificar os efeitos anticolinérgicos. O manejo do delirium envolve a identificação e correção das causas subjacentes, incluindo a revisão e desprescrição de medicamentos potencialmente causadores. A prevenção é fundamental, com a otimização do ambiente, hidratação adequada, mobilização precoce e manejo da dor. Para residentes, é crucial reconhecer o delirium precocemente e investigar ativamente as causas farmacológicas, priorizando a segurança do paciente idoso.
O delirium em idosos manifesta-se por uma alteração aguda e flutuante da atenção e da consciência, acompanhada de distúrbios cognitivos, perceptivos ou psicomotores, com início súbito e curso flutuante ao longo do dia.
Os anticolinérgicos bloqueiam os receptores de acetilcolina no sistema nervoso central, um neurotransmissor crucial para a cognição, memória e atenção. Idosos são mais suscetíveis devido à menor reserva colinérgica cerebral e maior sensibilidade aos efeitos desses fármacos.
Diversas classes podem ter propriedades anticolinérgicas, incluindo alguns antidepressivos tricíclicos, anti-histamínicos de primeira geração, relaxantes musculares, antiespasmódicos e alguns antipsicóticos. A revisão da medicação é fundamental.
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