FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2015
O desenvolvimento de delírio no pós-operatório de um paciente idoso pode representar a manifestação de demência senil. Também pode corresponder à chamada Síndrome do Confinamento, mas isso requer afastar algumas condições orgânicas. Dentre as condições a serem investigadas, nesse caso, a menos prioritária é:
Delírio pós-op idoso → investigar causas reversíveis (infecção, desidratação, dor) ANTES de AVE.
O delírio pós-operatório em idosos é multifatorial e frequentemente causado por condições orgânicas reversíveis como infecções, distúrbios hidroeletrolíticos e dor. Embora o AVE seja uma causa potencial, é menos comum e menos prioritário na investigação inicial do que as causas mais prevalentes e tratáveis.
O delírio pós-operatório é uma complicação comum e grave em pacientes idosos, associado a aumento da morbidade, mortalidade e tempo de internação. É uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por distúrbio da atenção e cognição, que exige investigação imediata. A etiologia do delírio em idosos é multifatorial, sendo as causas orgânicas reversíveis as mais prioritárias na investigação. Infecções (especialmente urinárias e pulmonares), desequilíbrios hidroeletrolíticos (desidratação, hiponatremia), dor mal controlada, polifarmácia (especialmente anticolinérgicos, benzodiazepínicos, opioides) e privação de sono são fatores precipitantes frequentes. Embora condições como o acidente vascular encefálico (AVE) possam causar delírio, elas são menos comuns como causa primária no cenário pós-operatório agudo em comparação com as outras condições mencionadas. A abordagem inicial deve focar na exclusão das causas mais prevalentes e tratáveis, garantindo um manejo rápido e eficaz para melhorar o prognóstico do paciente.
As causas mais comuns incluem infecções (urinárias, pulmonares), desequilíbrios hidroeletrolíticos, dor mal controlada, polifarmácia, privação de sono e abstinência de substâncias.
A identificação e tratamento rápido das causas subjacentes do delírio são cruciais para prevenir complicações, reduzir a mortalidade e melhorar o prognóstico funcional do paciente idoso.
A dor não controlada pode levar a estresse fisiológico, privação de sono e uso excessivo de analgésicos sedativos, todos fatores que contribuem para o desenvolvimento ou exacerbação do delírio.
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