SMA Volta Redonda - Secretaria Municipal de Saúde (RJ) — Prova 2021
São deficiências de vitaminas mais associadas com episódios de delírios, EXCETO:
Delírio por deficiência vitamínica: Tiamina (Wernicke) e Niacina (Pelagra) são as associações mais clássicas.
A deficiência de tiamina (vitamina B1) e niacina (vitamina B3) são classicamente associadas a quadros de delírio, como na Encefalopatia de Wernicke e na Pelagra, respectivamente. Embora outras deficiências vitamínicas possam causar sintomas neuropsiquiátricos, o delírio agudo é mais proeminente nessas duas condições.
O delírio é uma síndrome neuropsiquiátrica aguda e flutuante, caracterizada por distúrbio da atenção, consciência e cognição. Suas causas são multifatoriais, e as deficiências vitamínicas representam uma parcela importante, especialmente em populações vulneráveis como idosos, alcoolistas crônicos e pacientes desnutridos. A epidemiologia dessas deficiências varia geograficamente e com o status socioeconômico, mas são condições tratáveis e reversíveis se diagnosticadas precocemente. O reconhecimento dessas causas é crucial para evitar morbidade e mortalidade significativas. A fisiopatologia do delírio induzido por deficiências vitamínicas está ligada ao papel essencial dessas vitaminas no metabolismo energético cerebral e na síntese de neurotransmissores. A deficiência de tiamina (B1) leva à Encefalopatia de Wernicke, com disfunção de áreas cerebrais ricas em tiamina, como corpos mamilares e tálamo. A deficiência de niacina (B3) resulta em Pelagra, afetando a síntese de NAD e NADP, coenzimas vitais para a produção de energia celular. Outras vitaminas, como B9 (ácido fólico) e B12, também podem causar sintomas neuropsiquiátricos, incluindo confusão e demência, mas o delírio agudo é mais classicamente associado à tiamina e niacina. O diagnóstico baseia-se na suspeita clínica em pacientes de risco e na presença dos sintomas característicos. O tratamento é a reposição da vitamina deficiente, que deve ser iniciada empiricamente em casos de alta suspeita, especialmente para tiamina, antes mesmo da confirmação laboratorial, para prevenir danos neurológicos irreversíveis. O prognóstico é bom se o tratamento for instituído precocemente, mas atrasos podem levar a sequelas permanentes, como a Síndrome de Korsakoff após Encefalopatia de Wernicke. A prevenção através de dieta adequada e suplementação em grupos de risco é fundamental.
As deficiências de tiamina (vitamina B1), causando Encefalopatia de Wernicke, e niacina (vitamina B3), causando Pelagra, são as mais classicamente associadas a quadros de delírio devido aos seus papéis cruciais no metabolismo cerebral.
A Encefalopatia de Wernicke, causada pela deficiência de tiamina, manifesta-se pela tríade clássica de oftalmoplegia (paralisia dos movimentos oculares), ataxia (incoordenação motora) e estado confusional/delírio. Pode evoluir para Síndrome de Korsakoff se não tratada.
A Pelagra, decorrente da deficiência de niacina, é caracterizada pelos '3 Ds': Dermatite (lesões cutâneas fotossensíveis), Diarreia (sintomas gastrointestinais) e Demência (sintomas neuropsiquiátricos, incluindo delírio e confusão).
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