CBO Teórico-Prática - Prova de Imagens da Oftalmologia — Prova 2016
Ao observamos esta alteração em paciente com programação de cirurgia de catarata, sabemos que há um risco aumentado de:
Pseudoesfoliação ou facodonese → ↑ risco de deiscência zonular e perda vítrea na catarata.
A presença de material pseudoesfoliativo ou sinais de instabilidade do cristalino alerta para a fragilidade das zônulas de Zinn, aumentando o risco de complicações intraoperatórias graves.
A integridade zonular é o pilar de sustentação para uma facoemulsificação segura e para o posicionamento estável da lente intraocular (LIO). A Síndrome de Pseudoesfoliação é uma desordem sistêmica com manifestações oculares proeminentes, sendo o principal fator de risco para complicações como a ruptura de cápsula posterior e a perda vítrea devido à fragilidade zonular e à pobre midríase. O planejamento cirúrgico nesses pacientes deve incluir o uso de dispositivos de expansão pupilar e anéis de tensão capsular. A técnica de 'phaco-chop' é frequentemente preferida por exercer menos estresse sobre as zônulas em comparação com as técnicas de 'divide and conquer'. O reconhecimento precoce da instabilidade zonular permite ao cirurgião ajustar a estratégia, garantindo melhores resultados visuais e reduzindo o risco de luxação tardia do complexo saco-LIO.
A causa mais comum é a Síndrome de Pseudoesfoliação (PEX), onde um material fibrilar proteico se deposita e enfraquece as zônulas de Zinn. Outras causas incluem trauma ocular prévio, alta miopia, doenças do tecido conjuntivo (como Síndrome de Marfan) e cirurgias intraoculares anteriores. Durante a cirurgia, manobras como a capsulorrexe e a rotação do núcleo podem romper essas zônulas fragilizadas.
Os sinais pré-operatórios incluem facodonese (tremor do cristalino ao movimento ocular), iridodonese, profundidade irregular da câmara anterior e má dilatação pupilar (comum na PEX). Intraoperatoriamente, pode-se observar a 'prega' da cápsula anterior durante a rexe ou o deslocamento do saco capsular durante a aspiração do córtex.
Se a deiscência for pequena, pode-se utilizar um anel de expansão capsular (CTR) para estabilizar o saco e redistribuir as forças zonulares. Em casos de deiscências maiores, pode ser necessário o uso de ganchos de íris para suporte capsular, vitrectomia anterior (se houver prolapso de vítreo) e a fixação escleral da lente intraocular ou o uso de lentes de câmara anterior.
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