UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2020
A deiscência da sutura da parede abdominal acontece em 1 a 3% dos pacientes. Muitas vezes ocorre de forma aguda, pode ser precedida por um sinal e tem alguns fatores implicados em sua gênese. O sinal mais frequente e o fator implicado no aparecimento da deiscência de parede são, respectivamente:
Deiscência de parede abdominal → secreção 'água de carne' + fechamento sob tensão.
A deiscência da sutura abdominal é uma complicação grave, frequentemente precedida por uma secreção serossanguinolenta ('água de carne') pela incisão. Um dos principais fatores de risco é o fechamento da parede abdominal sob tensão excessiva, que compromete a vascularização e a integridade da sutura.
A deiscência da sutura da parede abdominal é uma complicação pós-operatória grave, com incidência que varia de 1% a 3%, e está associada a morbidade e mortalidade significativas. É caracterizada pela separação das camadas da parede abdominal, podendo levar à evisceração. O reconhecimento precoce dos sinais e a identificação dos fatores de risco são cruciais para o manejo adequado e a prevenção de desfechos adversos. O sinal mais frequente que precede ou acompanha a deiscência é o extravasamento de uma secreção serossanguinolenta pela incisão, classicamente descrita como 'água de carne'. Este líquido indica a falha da integridade da sutura e a comunicação entre a cavidade abdominal e o exterior. Entre os fatores implicados na gênese da deiscência, o fechamento da parede abdominal sob tensão excessiva é um dos mais importantes, pois compromete a perfusão tecidual e a resistência da linha de sutura. Outros fatores incluem infecção da ferida, desnutrição, obesidade, ascite, tosse crônica, vômitos e doenças que afetam a cicatrização. O manejo da deiscência pode variar desde o tratamento conservador para pequenas deiscências superficiais até a reintervenção cirúrgica de emergência em casos de evisceração. A prevenção é a melhor estratégia, enfatizando a técnica cirúrgica cuidadosa, a escolha adequada do material de sutura, o controle dos fatores de risco do paciente e a otimização de seu estado nutricional e clínico antes da cirurgia.
O sinal mais frequente de deiscência iminente ou estabelecida é a presença de secreção serossanguinolenta, descrita como 'água de carne', que extravasa pela incisão cirúrgica.
Fatores de risco incluem fechamento da parede sob tensão, desnutrição, obesidade, infecção da ferida operatória, tosse crônica, ascite, uso de corticosteroides, anemia e doenças que comprometem a cicatrização.
A prevenção envolve técnica cirúrgica adequada, evitando tensão excessiva no fechamento, controle de fatores de risco do paciente (otimização nutricional, controle de infecções), e uso de materiais de sutura apropriados.
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