UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
Puérpera de 30 anos, G3PC3A0, comparece ao atendimento de emergência 5 dias após o parto, com queixa de drenagem com mau cheiro, purulenta, da incisão na pele e na vagina. Ao exame, tem temperatura de 39 graus, pus está drenando da ferida operatória, tem dor à palpação uterina e lóquios fétidos. Uma tomografia computadorizada é efetuada. A seta preta indica qual dos seguintes achados?
Febre + lóquios fétidos + drenagem purulenta pós-cesariana → suspeitar de deiscência uterina.
O quadro clínico de febre, dor uterina, lóquios fétidos e drenagem purulenta da incisão pós-cesariana é altamente sugestivo de infecção puerperal grave, incluindo endometrite e possível deiscência da incisão uterina, que requer investigação por imagem como a TC.
A infecção puerperal é uma complicação grave que pode ocorrer após o parto, especialmente após cesariana. A deiscência da incisão uterina, embora rara, é uma forma grave de infecção que pode levar a morbidade e mortalidade significativas se não for prontamente diagnosticada e tratada. Residentes devem estar vigilantes para os sinais e sintomas que indicam uma infecção profunda, além da ferida superficial. O quadro clínico típico de deiscência uterina inclui febre alta persistente, dor abdominal intensa, drenagem purulenta ou seropurulenta fétida da ferida operatória ou vaginal, e lóquios fétidos. A dor à palpação uterina é um achado comum. A tomografia computadorizada (TC) da pelve é um exame de imagem crucial para confirmar o diagnóstico, avaliar a extensão da deiscência, identificar coleções líquidas ou abscessos e guiar a conduta terapêutica. O tratamento da deiscência uterina geralmente envolve antibioticoterapia intravenosa de amplo espectro, que deve ser iniciada empiricamente e ajustada conforme culturas. Em muitos casos, a intervenção cirúrgica é necessária para debridamento do tecido necrótico, drenagem de abscessos e, em situações extremas, histerectomia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da adequação do tratamento, sendo essencial o manejo multidisciplinar.
Os sinais incluem febre alta, dor abdominal intensa, drenagem purulenta ou fétida da ferida operatória ou vaginal, lóquios fétidos e dor à palpação uterina.
A TC pode identificar coleções líquidas ou gasosas na parede uterina, descontinuidade da incisão, abscessos pélvicos e outras complicações infecciosas, auxiliando na extensão da lesão.
A conduta inicial envolve internação hospitalar, antibioticoterapia de amplo espectro intravenosa e estabilização da paciente. A confirmação diagnóstica por imagem guiará a necessidade de intervenção cirúrgica.
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