UFCG/HUAC - Hospital Universitário Alcides Carneiro - Campina Grande (PB) — Prova 2020
JPS, 64 anos, submetido a colectomia direita por videolaparoscopia, devido a neoplasia de cólon, sem ter sido submetido a preparo de cólon no pós operatório, evoluindo do 5 DPO (dia de pós operatório) com saída de secreção serohemática pela cicatriz umbilical. A conduta mais adequada é:
Secreção serohemática em ferida pós-colectomia → Suspeitar de deiscência/evisceração e explorar a ferida.
A saída de secreção serohemática pela cicatriz umbilical no 5º DPO após colectomia laparoscópica, especialmente sem preparo de cólon, sugere deiscência da ferida operatória, que pode evoluir para evisceração. A conduta mais adequada é a exploração imediata da ferida para avaliar a extensão da deiscência e a presença de alças intestinais, prevenindo complicações graves.
As complicações pós-operatórias são uma preocupação significativa após cirurgias abdominais, como a colectomia direita. A saída de secreção serohemática pela cicatriz umbilical no pós-operatório, especialmente no 5º dia, é um sinal de alerta que exige atenção imediata. Este achado pode indicar uma deiscência da ferida operatória, que é a separação das bordas da incisão, podendo variar de uma deiscência superficial a uma deiscência completa com evisceração, onde alças intestinais ou outros órgãos abdominais se exteriorizam. A ausência de preparo de cólon pré-operatório, embora não seja uma contraindicação absoluta para colectomia laparoscópica, pode aumentar o risco de infecção do sítio cirúrgico e, consequentemente, de deiscência, devido à maior carga bacteriana. A fisiopatologia da deiscência envolve múltiplos fatores, incluindo técnica cirúrgica inadequada, infecção, desnutrição, obesidade, tosse excessiva, uso de corticosteroides e aumento da pressão intra-abdominal. Diante da secreção serohemática, a conduta mais adequada é a exploração da ferida. Esta deve ser realizada com cautela para avaliar a profundidade da deiscência. Se houver evisceração, a reoperação de emergência é imperativa para reduzir o conteúdo abdominal e fechar a parede. A antibioticoterapia pode ser considerada em caso de infecção confirmada, mas não substitui a avaliação cirúrgica. A identificação precoce e o manejo adequado são cruciais para evitar complicações graves como peritonite, sepse e mortalidade.
Os sinais de deiscência de ferida operatória incluem saída de secreção serohemática ou purulenta, dor local, eritema, edema e, em casos graves, a visualização de alças intestinais (evisceração). A febre e leucocitose podem indicar infecção associada.
A exploração da ferida é necessária sempre que houver suspeita de deiscência, especialmente se houver saída de secreção serohemática ou purulenta, ou sinais de evisceração. O objetivo é avaliar a profundidade da deiscência e a integridade da parede abdominal.
A prevenção de complicações em feridas cirúrgicas envolve técnica cirúrgica asséptica, fechamento adequado da parede abdominal, controle de fatores de risco do paciente (diabetes, desnutrição), profilaxia antibiótica e cuidados pós-operatórios com a ferida.
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