HMASP - Hospital Militar de Área de São Paulo — Prova 2022
Em relação as feridas operatórias, são fatores relacionados à deiscência da ferida, exceto:
Deiscência de ferida: Falha técnica, infecção, diabetes, corticoides ↑ risco; Fios absorvíveis NÃO são causa direta.
A deiscência de ferida operatória é uma complicação multifatorial. Fatores como falha técnica na sutura, infecção do sítio cirúrgico, diabetes mellitus e uso crônico de corticoides são conhecidos por prejudicar a cicatrização e aumentar o risco de deiscência. O tipo de fio (absorvível ou não absorvível) é escolhido com base na necessidade de suporte tecidual e tempo de cicatrização, e não é um fator direto de deiscência se usado corretamente.
A deiscência de ferida operatória, definida como a separação das bordas de uma incisão cirúrgica, é uma complicação grave que aumenta a morbidade, mortalidade e os custos hospitalares. Sua ocorrência varia dependendo do tipo de cirurgia e dos fatores de risco do paciente, sendo um indicador importante da qualidade do cuidado cirúrgico e um desafio na prática médica. A fisiopatologia da deiscência é multifatorial, envolvendo fatores locais e sistêmicos. Fatores locais incluem falha técnica na sutura (nós inadequados, tensão excessiva, material de sutura incorreto), infecção do sítio cirúrgico e hematoma. Fatores sistêmicos como diabetes mellitus, desnutrição, obesidade, uso crônico de corticoides e imunossupressores comprometem a cicatrização normal da ferida, aumentando a vulnerabilidade à deiscência. A prevenção da deiscência envolve a otimização dos fatores de risco pré-operatórios, uma técnica cirúrgica meticulosa e o manejo adequado das feridas no pós-operatório. O tratamento da deiscência estabelecida geralmente requer desbridamento, curativos apropriados e, em muitos casos, reabordagem cirúrgica para fechamento secundário ou por segunda intenção. A escolha do fio de sutura deve ser baseada na força tênsil necessária e no tempo de cicatrização do tecido, não sendo o uso de fios absorvíveis um fator de risco direto se a escolha for apropriada.
Fatores sistêmicos incluem diabetes mellitus (pelo comprometimento da microcirculação e imunidade), desnutrição, obesidade, idade avançada, tabagismo, uso de corticoides e imunossupressores, e condições que aumentam a pressão intra-abdominal.
A infecção causa inflamação excessiva, degradação do colágeno e comprometimento da força tênsil da ferida, além de poder levar à necrose tecidual, facilitando a separação das bordas da incisão.
Uma técnica cirúrgica adequada, incluindo hemostasia rigorosa, manuseio delicado dos tecidos, fechamento sem tensão e escolha correta do material de sutura, é fundamental para minimizar o risco de deiscência.
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