Deiscência de Ferida Operatória: Fatores de Risco

UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2021

Enunciado

Masculino, no 7º dia de pós-operatório de uma laparotomia exploradora, apresenta deiscência da ferida operatória. Qual fator apresenta risco para que tal complicação ocorra?

Alternativas

  1. A) Pressão intrabdominal elevada
  2. B) Indivíduos adultos jovens
  3. C) Uso de sutura mecânica
  4. D) Cirurgia eletiva

Pérola Clínica

Deiscência de ferida operatória → ↑ Pressão intra-abdominal é fator de risco chave.

Resumo-Chave

A deiscência de ferida operatória é uma complicação grave, e fatores que aumentam a pressão intra-abdominal, como tosse intensa, vômitos, distensão abdominal ou esforço, são riscos significativos, pois podem comprometer a integridade da sutura e a cicatrização.

Contexto Educacional

A deiscência de ferida operatória é uma complicação pós-operatória grave, caracterizada pela separação total ou parcial das bordas de uma incisão cirúrgica. Sua ocorrência pode levar a infecções, evisceração e prolongamento da internação hospitalar, com aumento da morbidade e mortalidade. É mais comum em cirurgias abdominais, como a laparotomia exploradora, e geralmente se manifesta entre o 5º e o 10º dia de pós-operatório, quando a força tênsil da ferida ainda é baixa. A fisiopatologia da deiscência envolve uma combinação de fatores sistêmicos e locais. Fatores sistêmicos incluem desnutrição, obesidade, diabetes, idade avançada, uso de corticosteroides e doenças que comprometem a cicatrização. Fatores locais incluem infecção da ferida, hematoma, seroma e, crucialmente, o aumento da pressão intra-abdominal. Este aumento pode ser causado por tosse persistente, vômitos, distensão abdominal por íleo paralítico ou ascite, e esforço físico excessivo, que exercem força sobre a linha de sutura e impedem a adequada cicatrização. O tratamento da deiscência varia de acordo com a extensão e a presença de evisceração, podendo envolver curativos especiais, fechamento secundário ou reoperação. A prevenção é fundamental e inclui a otimização do estado nutricional do paciente, controle de comorbidades, técnica cirúrgica adequada, profilaxia de infecções e, principalmente, o manejo de fatores que aumentam a pressão intra-abdominal no pós-operatório, como o controle da dor para permitir a tosse eficaz sem esforço excessivo e o manejo da distensão abdominal.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para deiscência de ferida operatória?

Fatores de risco incluem pressão intra-abdominal elevada (tosse, vômito, distensão), infecção da ferida, desnutrição, obesidade, diabetes, uso de corticosteroides, idade avançada e técnica cirúrgica inadequada.

Como a pressão intra-abdominal elevada contribui para a deiscência?

O aumento da pressão intra-abdominal exerce força sobre a linha de sutura, podendo causar a ruptura dos pontos, especialmente se a cicatrização ainda não estiver completa, levando à separação das bordas da ferida.

Qual o período de maior risco para deiscência de ferida operatória?

A deiscência geralmente ocorre entre o 5º e o 10º dia de pós-operatório, período em que a fase inflamatória da cicatrização está em andamento e a força tênsil da ferida ainda é baixa.

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