CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
Complicações comuns das feridas operatórias elevam a morbidade e mortalidade em pacientes cirúrgicos, podendo causar sequelas crônicas, impactos econômicos e sociais. Uma das alternativas abaixo contem a alternativa verdadeira em relação à temática em questão:
Deiscências de ferida operatória podem ser parciais ou totais, com ou sem evisceração, e são frequentemente precipitadas por esforço físico.
A deiscência da ferida operatória é uma complicação séria, caracterizada pela separação das bordas da incisão. Pode ser superficial ou profunda, com ou sem exposição de vísceras (eugenia), e é comumente desencadeada por fatores que aumentam a pressão intra-abdominal.
As complicações de feridas operatórias representam um desafio significativo na prática cirúrgica, elevando a morbidade, mortalidade e custos de saúde. Elas podem variar desde infecções superficiais até deiscências graves com evisceração, impactando a recuperação do paciente e a qualidade de vida, exigindo vigilância pós-operatória. A deiscência é a separação das bordas da ferida, podendo ser parcial ou total, com ou sem evisceração (protrusão de órgãos). Fatores como aumento da pressão intra-abdominal (tosse, vômito, esforço), infecção, má nutrição e técnica cirúrgica inadequada são precipitantes comuns. A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é um diagnóstico clínico, e uma cultura negativa não a exclui se a clínica for sugestiva, reforçando a importância da avaliação clínica. Cicatrizes hipertróficas e queloides são respostas cicatriciais exacerbadas; as hipertróficas permanecem nos limites da lesão e podem regredir, enquanto os queloides ultrapassam os limites e são mais difíceis de tratar, com alta taxa de recidiva após ressecção isolada. O manejo adequado das complicações exige reconhecimento precoce e intervenção apropriada para minimizar sequelas e otimizar o resultado funcional e estético.
Fatores de risco incluem obesidade, desnutrição, tosse crônica, vômitos, ascite, infecção da ferida, técnica cirúrgica inadequada, uso de corticosteroides e doenças que afetam a cicatrização, todos aumentando a tensão na incisão.
A cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites da lesão original, é mais avermelhada e pode regredir espontaneamente. O queloide, por outro lado, cresce além das bordas da lesão original, é mais firme, pruriginoso e raramente regride, sendo mais desafiador de tratar.
Não, a cultura negativa não exclui a infecção do sítio cirúrgico se houver forte evidência clínica, como eritema, calor, dor e secreção purulenta. O diagnóstico é primariamente clínico, e a cultura pode ser influenciada por coleta inadequada ou uso prévio de antibióticos.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo