Complicações de Feridas Operatórias: Deiscência e ISC

CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024

Enunciado

Complicações comuns das feridas operatórias elevam a morbidade e mortalidade em pacientes cirúrgicos, podendo causar sequelas crônicas, impactos econômicos e sociais. Uma das alternativas abaixo contem a alternativa verdadeira em relação à temática em questão:

Alternativas

  1. A) As deiscências, na maioria das vezes, são precipitadas por tosse, movimentação ou esforço físico. Podem ser parciais ou totais, com ou sem eviscerações.
  2. B) Apesar de clínica sugestiva de infecção do sítio cirúrgico (ISC), a coleta de material com cultura negativa excluirá a infecção, reforçando a importância desta prática.
  3. C) Cicatrizes hipertróficas, também conhecidas como queloide, costumam ser assintomáticas e decorrem de resposta cicatricial exacerbada, sendo a ressecção cirúrgica a opção mais adequada de tratamento.
  4. D) Infecções cirúrgicas profundas (cavidades) com ou sem deiscência associada constituem sempre complicações sérias, que demandam rápida e efetiva análise por métodos de imagem; e que, quase sempre, indicam uso profilático de antibióticos.

Pérola Clínica

Deiscências de ferida operatória podem ser parciais ou totais, com ou sem evisceração, e são frequentemente precipitadas por esforço físico.

Resumo-Chave

A deiscência da ferida operatória é uma complicação séria, caracterizada pela separação das bordas da incisão. Pode ser superficial ou profunda, com ou sem exposição de vísceras (eugenia), e é comumente desencadeada por fatores que aumentam a pressão intra-abdominal.

Contexto Educacional

As complicações de feridas operatórias representam um desafio significativo na prática cirúrgica, elevando a morbidade, mortalidade e custos de saúde. Elas podem variar desde infecções superficiais até deiscências graves com evisceração, impactando a recuperação do paciente e a qualidade de vida, exigindo vigilância pós-operatória. A deiscência é a separação das bordas da ferida, podendo ser parcial ou total, com ou sem evisceração (protrusão de órgãos). Fatores como aumento da pressão intra-abdominal (tosse, vômito, esforço), infecção, má nutrição e técnica cirúrgica inadequada são precipitantes comuns. A infecção do sítio cirúrgico (ISC) é um diagnóstico clínico, e uma cultura negativa não a exclui se a clínica for sugestiva, reforçando a importância da avaliação clínica. Cicatrizes hipertróficas e queloides são respostas cicatriciais exacerbadas; as hipertróficas permanecem nos limites da lesão e podem regredir, enquanto os queloides ultrapassam os limites e são mais difíceis de tratar, com alta taxa de recidiva após ressecção isolada. O manejo adequado das complicações exige reconhecimento precoce e intervenção apropriada para minimizar sequelas e otimizar o resultado funcional e estético.

Perguntas Frequentes

Quais são os fatores de risco para deiscência de ferida operatória?

Fatores de risco incluem obesidade, desnutrição, tosse crônica, vômitos, ascite, infecção da ferida, técnica cirúrgica inadequada, uso de corticosteroides e doenças que afetam a cicatrização, todos aumentando a tensão na incisão.

Como diferenciar uma cicatriz hipertrófica de um queloide?

A cicatriz hipertrófica permanece dentro dos limites da lesão original, é mais avermelhada e pode regredir espontaneamente. O queloide, por outro lado, cresce além das bordas da lesão original, é mais firme, pruriginoso e raramente regride, sendo mais desafiador de tratar.

A cultura negativa de uma ferida operatória com clínica sugestiva de infecção exclui o diagnóstico?

Não, a cultura negativa não exclui a infecção do sítio cirúrgico se houver forte evidência clínica, como eritema, calor, dor e secreção purulenta. O diagnóstico é primariamente clínico, e a cultura pode ser influenciada por coleta inadequada ou uso prévio de antibióticos.

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