SUS-RR - Sistema Único de Saúde de Roraima — Prova 2021
Sobre as complicações pós-operatórias das feridas cirúrgicas e qual conduta tomar, assinale a alternativa correta.
Deiscência de ferida: ↑ risco com idade avançada, emergência, desnutrição, corticoide crônico, erro técnico fáscia.
A deiscência de ferida é uma complicação grave, frequentemente multifatorial, onde a identificação e correção dos fatores de risco, como desnutrição e erros técnicos na sutura da fáscia, são cruciais para a prevenção e um bom desfecho cirúrgico.
As complicações de feridas cirúrgicas representam um desafio significativo na prática médica, impactando a morbidade, mortalidade e custos hospitalares. A deiscência, infecção e hematoma são as mais comuns, com prevalência variável dependendo do tipo de cirurgia e perfil do paciente. Compreender seus fatores etiológicos é crucial para a prevenção e manejo eficaz. A deiscência de ferida, caracterizada pela separação das bordas da incisão, é multifatorial. Fatores de risco incluem idade avançada, operações de emergência, desnutrição, uso crônico de corticoides e, criticamente, erros técnicos no fechamento da fáscia. A infecção de sítio cirúrgico (ISC) pode ser superficial, profunda ou de espaço orgânico, sendo a contaminação endógena (flora do próprio paciente) a principal fonte de bactérias. Hematomas, coleções de sangue, são frequentemente associados a falhas na hemostasia ou ao uso de anticoagulantes. O manejo dessas complicações exige uma abordagem individualizada. Para deiscência, pode ser necessário reintervenção cirúrgica. Infecções demandam desbridamento e antibioticoterapia direcionada. Hematomas pequenos podem ser observados, enquanto os maiores podem exigir drenagem. A prevenção é a melhor estratégia, focando na otimização pré-operatória do paciente, técnica cirúrgica meticulosa e profilaxia antibiótica adequada.
Os fatores incluem idade avançada, cirurgias de emergência, desnutrição, uso crônico de corticoides e erros técnicos no fechamento da fáscia. A identificação precoce é vital para a prevenção.
As infecções podem ser superficiais (pele e subcutâneo), profundas (fáscia e músculo) ou de espaço orgânico/cavidade. A profundidade da infecção guia a conduta terapêutica e o prognóstico.
Medicamentos como ticlopidina e varfarina aumentam significativamente o risco de hematomas pós-operatórios devido à sua ação na coagulação. A suspensão ou manejo adequado pré-operatório é fundamental para minimizar esse risco.
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