CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2022
Conceitualmente, a deiscência da ferida cirúrgica é a separação das camadas fasciais no início do período pós-operatório; como principal preocupação para os cirurgiões relacionada à deiscência em feridas da parede abdominal, temos a evisceração. No tocante ao tema, qual alternativa podemos considerar totalmente verdadeira?
Deiscência cirúrgica → multifatorial, ↑ risco com idade, erros técnicos, infecção e hematomas. Prevenção é chave.
A deiscência da ferida cirúrgica é uma complicação grave, geralmente multifatorial, onde a separação das camadas fasciais pode levar à evisceração. Fatores como idade avançada, erros na técnica cirúrgica, infecção do sítio cirúrgico e formação de hematomas na parede abdominal são reconhecidos por aumentar significativamente esse risco.
A deiscência da ferida cirúrgica, definida como a separação das camadas fasciais no pós-operatório, é uma complicação grave com alta morbidade e mortalidade, sendo a evisceração sua manifestação mais temida. É um tema de grande relevância para a prática cirúrgica e para as provas de residência, exigindo conhecimento aprofundado sobre seus fatores de risco e prevenção. Os fatores de risco para deiscência são multifatoriais, abrangendo aspectos do paciente (idade avançada, desnutrição, obesidade, comorbidades como diabetes e DPOC, uso de corticosteroides), da doença (ascite, distensão abdominal, tosse, vômitos) e técnicos (erros na técnica de sutura, infecção do sítio cirúrgico, formação de hematomas ou seromas). A infecção e os erros técnicos são particularmente importantes, pois podem ser prevenidos com boas práticas cirúrgicas. A prevenção envolve a otimização do estado nutricional do paciente, controle de comorbidades, técnica cirúrgica meticulosa com hemostasia adequada, uso de fios de sutura apropriados e técnica de fechamento da aponeurose correta (geralmente sutura contínua com fio de absorção lenta ou não absorvível, com proporção fio/ferida de 4:1). O tratamento de uma deiscência com evisceração é quase sempre cirúrgico e emergencial, visando o fechamento da parede abdominal, por vezes com o uso de telas sintéticas, mas com cautela em casos de infecção ativa.
Os principais fatores de risco incluem idade avançada, desnutrição, obesidade, doenças crônicas (diabetes, DPOC), uso de corticosteroides, ascite, tosse crônica, vômitos, erros técnicos de sutura, infecção do sítio cirúrgico e formação de hematomas ou seromas.
A conduta inicial é cobrir as vísceras expostas com compressas estéreis umedecidas com soro fisiológico e encaminhar o paciente para o centro cirúrgico para correção cirúrgica de emergência. A correção cirúrgica é quase sempre necessária para deiscências totais com evisceração.
A técnica de sutura é crucial. O uso de fio inadequado, pontos muito espaçados, pouca mordida de tecido, ou tensão excessiva podem aumentar o risco. A sutura contínua com fio de absorção lenta ou não absorvível, com proporção de 4:1 (fio:ferida), é geralmente recomendada para o fechamento da aponeurose.
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