ICEPI - Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ES) — Prova 2020
As complicações cirúrgicas ainda são um aspecto frustrante e difícil do tratamento operatório dos pacientes e, a despeito da habilidade técnica do cirurgião, constituem uma possibilidade real no dia a dia do profissional. Dentre às complicações de feridas cirúrgicas que podem ser abordadas APENAS em centros cirúrgicos, MARQUE A CORRETA:
Deiscência de ferida abdominal recente → reabordagem em centro cirúrgico para fechamento adequado e prevenção de complicações maiores.
A deiscência de ferida cirúrgica, especialmente em incisões abdominais recentes, requer intervenção em centro cirúrgico devido à necessidade de anestesia, exploração da ferida, desbridamento e re-sutura em ambiente estéril para evitar evisceração e infecção. Outras complicações podem ser manejadas ambulatorialmente ou em enfermarias.
As complicações cirúrgicas são inerentes a qualquer procedimento operatório, e o reconhecimento precoce e a abordagem adequada são cruciais para o prognóstico do paciente. A deiscência de ferida cirúrgica, particularmente em incisões abdominais, representa uma falha na cicatrização da ferida, com separação das bordas da incisão. Sua incidência varia, mas pode ser grave, especialmente quando há evisceração. Fatores de risco incluem má nutrição, obesidade, infecção, tosse excessiva, vômitos e técnicas cirúrgicas inadequadas. O diagnóstico da deiscência é clínico, com a visualização da abertura da ferida. A fisiopatologia envolve uma falha na integridade da sutura ou na força tênsil dos tecidos devido a fatores intrínsecos do paciente ou extrínsecos relacionados à cirurgia. É fundamental diferenciar a deiscência de outras complicações, como seromas, hematomas e infecções superficiais, que geralmente não requerem reintervenção em centro cirúrgico. O tratamento da deiscência de ferida abdominal é cirúrgico, visando o fechamento da ferida em ambiente estéril para prevenir infecções e evisceração. O prognóstico depende da rapidez da intervenção e da presença de infecção. A prevenção envolve otimização do estado nutricional do paciente, controle de comorbidades, técnica cirúrgica meticulosa e cuidados pós-operatórios adequados.
Os sinais incluem abertura da incisão, exposição de tecidos subjacentes, drenagem serossanguinolenta excessiva e, em casos graves, evisceração de órgãos.
A deiscência abdominal requer centro cirúrgico para garantir um ambiente estéril, anestesia adequada, exploração completa da ferida, desbridamento de tecidos desvitalizados e re-sutura segura das camadas fasciais e cutâneas.
Seromas localizados, pequenos hematomas sem expansão e infecções superficiais do sítio cirúrgico (celulite) podem ser frequentemente manejados com drenagem, curativos e antibióticos orais, sem necessidade de centro cirúrgico.
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