UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2020
Homem, 59 anos de idade, encontra-se internado no 5º PO de cirurgia de troca valvar mitral por prótese biológica. Exame físico: bom estado geral, afebril, eupneico; ferida operatória esternal com pele íntegra, sem hiperemia ou secreção, com presença de instabilidade esternal em manúbrio. Qual é a conduta mais adequada?
Instabilidade esternal pós-cirurgia cardíaca sem infecção → Ressutura cirúrgica.
A instabilidade esternal, mesmo sem sinais de infecção, indica falha na cicatrização óssea e risco de complicações graves como mediastinite. A ressutura cirúrgica é essencial para estabilizar o esterno e prevenir infecções secundárias.
A deiscência esternal é uma complicação grave da esternotomia mediana, ocorrendo em 0,5% a 5% dos pacientes submetidos a cirurgias cardíacas. É caracterizada pela separação das bordas do esterno, podendo ser asséptica ou associada à mediastinite. Sua importância clínica reside no potencial de morbimortalidade significativa, exigindo atenção e manejo adequados. A fisiopatologia envolve falha na cicatrização óssea ou na fixação dos fios de sutura, com fatores de risco como obesidade, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), diabetes mellitus, uso de esteroides e reoperações. O diagnóstico é primariamente clínico, com instabilidade esternal à palpação ou durante a tosse, e pode ser confirmado por exames de imagem como radiografia ou tomografia de tórax. O tratamento da deiscência esternal asséptica é cirúrgico, com ressutura e estabilização do esterno. Em casos de mediastinite associada, o tratamento inclui desbridamento cirúrgico agressivo, lavagem e antibioticoterapia prolongada. O prognóstico melhora significativamente com o diagnóstico precoce e tratamento adequado, evitando complicações como dor crônica, infecção sistêmica e prolongamento da internação.
Os sinais incluem dor, crepitação, instabilidade ou mobilidade anormal do esterno, e, em casos mais graves, separação visível da ferida operatória, especialmente durante a tosse ou movimentos.
A conduta mais adequada para instabilidade esternal asséptica é a ressutura cirúrgica do esterno para estabilização. Isso previne complicações como mediastinite, dor crônica e melhora a recuperação do paciente.
A deiscência esternal pode ser asséptica ou séptica (com mediastinite). A mediastinite apresenta sinais de infecção como febre, secreção purulenta da ferida, leucocitose e instabilidade hemodinâmica, ausentes na deiscência asséptica.
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