Deiscência de Anastomose Colorretal: Diagnóstico e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Sr. Valter, 66 anos, encontra-se no 6º dia de pós-operatório de uma retossigmoidectomia com anastomose colorretal primária (grampeada, a 6 cm da margem anal) devido a um adenocarcinoma de reto médio. O paciente evoluía bem, com retorno do trânsito intestinal e aceitação de dieta líquida. No entanto, nas últimas 12 horas, passou a apresentar taquicardia persistente (112 bpm), temperatura axilar de 37,9 °C e dor pélvica vaga, sem sinais de irritação peritoneal ao exame físico. O dreno pélvico, que antes apresentava débito serosanguinolento escasso, agora demonstra um líquido turvo e acastanhado. Os exames laboratoriais revelam leucocitose de 14.200/mm³ com desvio à esquerda e Proteína C-Reativa (PCR) em ascensão. Com base na principal suspeita clínica, a conduta mais adequada no momento é:

Alternativas

  1. A) Realizar tomografia computadorizada de abdome e pelve com contraste triplo (oral, venoso e retal).
  2. B) Indicar reoperação imediata para lavagem da cavidade e confecção de colostomia de proteção.
  3. C) Solicitar colonoscopia de urgência para avaliação direta da linha de sutura e integridade da anastomose.
  4. D) Manter dieta zero, iniciar antibioticoterapia de amplo espectro e observar por mais 24 horas.

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